segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Patrus reúne bancadas do PT, PMDB e PC do B

Deputados estaduais do PT, do PMDB e do PCdoB receberam para um almoço na última quarta-feira, dia 23,
em Belo Horizonte, o ministro de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias.
No encontro, Patrus confirmou a sua condição de pré-candidato ao governo de Minas e enumerou dois fortes motivos para a formação de uma aliança entre os partidos que integram a base de sustentação do governo do presidente Lula: para garantir um palanque forte à pré-candidata petista à Presidência, Dilma Rousseff, em Minas; e para a elaboração de um projeto para o Estado que tenha como prioridade as questões sociais, como "tem o governo Lula".

domingo, 27 de setembro de 2009

ALMG: A Casa dos Horrores

Deputados abandonaram a ética, adotando a "teoria dos resultados". Já existe tabela de preço para votação de matérias
O despreparo para o exercício do mandato de deputado somado ao estímulo recebido da presidência da Casa Legislativa transformou a Assembleia mineira em um antro de perversão.
Os poucos parlamentares que não participam “do esquema” são obrigados a se isolar em seus gabinetes, para não terem que presenciar grotescas situações.
Como acontece nas esquinas das grandes cidades, o projeto legislativo antes de ir ao plenário recebe um “defensor”, que irá negociar com as diversas “bancadas” o “apoio” aos mesmos. A moeda utilizada muitas vezes é a divisão da escolha das empresas que executaram a obra ou o serviço, transferindo para estas a tarefa de “compor” com o deputado.
Evidente que existem aqueles que se profissionalizaram no exercício de seus “mandatos”, negociando seus apoios em troca de benefícios para suas empresas ou de seus familiares.
Exemplo desta prática é o deputado Diniz Pinheiro (PSDB) que, em menos de dois mandatos, transformou a garagem de ônibus de aluguel “Transmoreira”, pertencente à sua esposa, em uma das maiores concessionárias de ônibus da Região Metropolitana de Belo Horizonte, sem dizer que nas cidades de sua base política é ele quem determina qual será a empreiteira que executará as obras da Cemig e da Copasa ou de qualquer empresa e autarquia pertencente ao Estado.
Inclusive, há pouco tempo, o DER teve que realocar a construção de um trevo em Ibirité, para favorecer uma área pertencente a um dos familiares do deputado citado acima.
O trajeto das estradas a serem abertas ou reformadas na região de cada deputado é previamente avisado para que os mesmos indiquem quem executará a obra ou até mesmo fornecer o material a ser utilizado, caso de Djalma Diniz (PPS) que é hoje o maior produtor de massa asfáltica do Estado. Sem dizer que os “parlamentares” compram a preço de banana os imóveis que serão beneficiados pela obras.
Assim como na criação de boi, onde nem o berro do animal se perde, na Assembleia Legislativa de Minas até a compra de papel higiênico é indicada por um parlamentar.
Os diversos esquemas criminosos instalados em Minas Gerais têm seus representantes na Casa, como é o caso do deputado Alberto Pinto Coelho, presidente da Assembleia, que defendeu abertamente a Máfia dos Combustíveis.
Evidente que existem os parlamentares que se especializaram na defesa de outros Poderes em troca de regalias e impunidades para seus crimes, caso do deputado Durval Ângelo (PT), especializado na defesa dos interesses do Judiciário. Em troca vem permanecendo impune, mesmo diante da condenação de seu colega deputado federal pela prática de crime similar.
Há pouco tempo o deputado Mauri Torres (PSDB), ex-presidente da Casa, resolveu dar de presente um luxuoso apartamento para sua então namorada. Até aí tudo bem, se o dinheiro não fosse da verba de publicidade da Assembleia, conforme demonstrado em inquérito adormecido na Procuradoria de Justiça, outra enorme beneficiária no esquema de “troca” com o Legislativo.
É uma pena que estas práticas repudiadas até tempos atrás tenham se tornado uma regra. Nenhum partido está excluído.
Fonte: Novo Jornal

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Patrus reafirma unidade no PT e partidos aliados em torno de sua candidatura ao governo de Minas

Em almoço com as bancadas de deputados estaduais do PT, PMDB e PC do B, na Assembleia Legislativa, nesta quarta, 23/9, o pré-candidato ao governo de Minas, Patrus Ananias, em entrevista à imprensa, afirmou que trabalha para unificar o PT e ampliar a interlocução com partidos que formam a base política do governo Lula. “O PMDB participa do governo Lula. Hoje estamos conversando com a bancada do PMDB e nas viagens que temos feito pelo interior mineiro, temos recebido apoio de lideranças regionais, prefeitos, vereadores e jovens do partido.”
Sobre a disputa interna no PT, Patrus disse que não teme o debate ou as prévias. “O PT tem tradição histórica de fazer o debate, a disputa de ideias, de realizar prévias. Existem duas pré-candidaturas. O debate democrático faz parte da vida do PT. Não tememos o debate ou as prévias. Já disputei seis eleições, já tivemos prévias com três candidatos e, ao final, eu saí vitorioso e recebi o apoio dos demais companheiros que a disputaram.” Patrus é o pré-candidato ao governo de Minas apoiado pela Articulação, que apoia Gleber Naime como candidato a presidente do PT/MG.
O pré-candidato ao governo de Minas pelo PT reafirmou o respeito a todos os que concorrem e disse que “trabalho dentro dos limites éticos para vencer as prévias do partido e vencer as eleições. O que está colocado é a minha candidatura, que recebe bons apoios, tem boa energia e está crescendo.”
Fonte: Articulação PT Minas

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Vaiado, Kléber é "destaque" por cotovelada em Wendel

Lateral deixou o campo com suspeita de fratura na mandíbula, que teria acontecido em disputa com o atacante do Cruzeiro
Redação IG Esportes e Gazeta Esportiva
Uma noite a ser apagada da carreira de Kléber. Depois de toda a pressão sofrida da torcida do Cruzeiro, o Gladiador teve uma atuação apática contra seu ex-time, o Palmeiras. Por isso, foi substituído aos 30 minutos do segundo tempo e acabou vaiado por boa parte dos torcedores da casa.
Para completar, Kléber se viu envolvido em uma nova polêmica por seu estilo truculento em campo. Azar do lateral direito Wendel, que levou uma cotovelada do ex-companheiro em uma cobrança de escanteio. Ensanguentado, o camisa 17 deixou o gramado e abriu chance para uma boa estreia do chileno Figueroa, que mostrou segurança em um momento de pressão.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Manifestantes violam toque de recolher

Milhares de pessoas permanecem à frente da Embaixada do Brasil. Zelaya voltou de surpresa ao país nessa segunda-feira

Milhares de seguidores do presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, que voltou de surpresa ao país, desafiaram o toque de recolher imposto nessa segunda-feira (21) pelo governo interino de Roberto Micheletti, e se reuniram em frente à Embaixada brasileira, em Tegucigalpa, onde o líder está alojado.
Enquanto os simpatizantes de Zelaya quebravam a ordem e realizavam uma festa, um helicóptero militar sobrevoava a região e um pequeno grupo de policiais se posicionava a cerca de 100 metros de distância.
Não há informações sobre confrontos ou detidos.
O toque de recolher teve início na noite de segunda e foi estendido até a tarde desta terça-feira (22). O breve comunicado, lido em cadeia nacional de rádio e televisão pelo secretário de Imprensa, René Zepeda, assinala que o governo restabeleceu o “toque de recolher em todo o país”, que começou às 16h na hora local (19h de Brasília).
Em princípio, o regime de Micheletti indicou que o toque de recolher finalizaria na
manhã desta terça. A mudança foi anunciada enquanto os opositores ao governo interino já estavam em vigília em frente ao prédio da Embaixada do Brasil.
O governo interino também suspendeu por tempo indeterminado os voos nos aeroportos do país. As medidas têm com objetivo impedir manifestações pró-Zelaya.
O clima no local é de tensão, pois assim que a noite caiu a energia no entorno do prédio da Embaixada brasileira, na região de Colonia Palmira, foi cortada.
“A partir de agora, ninguém voltará a nos tirar daqui. Por isso, nossa posição é pátria, restituição ou morte”, afirmou Zelaya diante dos milhares de simpatizantes que cercaram a Embaixada brasileira para comemorar a volta do presidente.
O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, disse nesta segunda à noite que agora considera encerrada a mediação da crise pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, devido ao retorno de Zelaya ao país. “Creio que o senhor Arias não tem absolutamente nada a fazer”, afirmou.
Micheletti pediu, também na noite desta segunda, que o governo brasileiro entregue o presidente deposto do país, para que ele seja submetido à Justiça. O governo interino protestou contra o Brasil por ter abrigado Zelaya e o responsabilizou por qualquer ato de violência que possa acontecer perto da sede diplomática, que está cercada de manifestantes favoráveis ao presidente deposto.
“Faço um apelo ao governo do Brasil que respeite a ordem judicial ditada contra o senhor Zelaya, entregando-o às autoridades competentes de Honduras”, disse Micheletti em cadeia de rádio e TV.
O Ministério de Relações Exteriores de Honduras divulgou nota de protesto contra o que considera uma “ingerência em assuntos privativos dos hondurenhos”, e, segundo o governo de fato, uma “flagrante violação do direito internacional”.

Trem da alegria de Aécio Neves

O Governador ´de Minas Gerais e provável candidato a Presidência da República, Aécio Neves (PSDB), encaminhou a Assembleia Legislativa mineira, um projeto de lei que tenta efetivar, sem concurso público, 4.475 funcionários do Estado mineiro.
Trata-se de funcionários lotados no Departamento de Estradas de Rodagem (DER-MG) e no Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais (IPSEMG). A oposição enxerga esta atitude como um verdadeiro trem da alegria, e vai entrar com uma ação para barrar a farra do governador. O Ministério Público também irá avaliar a legalidade da proposta.

domingo, 20 de setembro de 2009

Justiça quer decidir até dezembro futuro de servidores sem concurso

Daniela Lima - Correio Braziliense
Depois de 24 anos, o maior trem da alegria da história do Senado pode ter um desfecho na Justiça. Processo que tenta derrubar a efetivação de 1.554 servidores à base de uma canetada, em 1985, foi incluído no programa Meta 2 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), cuja proposta é julgar até o fim deste ano disputas judiciais iniciadas antes de 2005.
A inclusão do processo na força-tarefa do Judiciário representa uma reviravolta no caso. Em 2006, 21 anos após seu início, uma decisão da Justiça Federal do Distrito Federal ordenou a anulação dos atos que efetivaram as pessoas sem concurso público. No mesmo ano, no entanto, a defesa contratada pelo Sindicato dos Servidores do Legislativo (Sindilegis) conseguiu encontrar uma falha formal na elaboração da ação popular, fazendo com que a tramitação do processo voltasse praticamente à estaca zero.
Entre os beneficiados diretamente pelo ato do então presidente do Senado, Moacyr Dalla, existem pelo menos 11 falecidos, além de aposentados que recebem remuneração mensal segundo as regras do funcionalismo público.
Outros agraciados chegaram a ocupar os cargos mais altos da Casa nesses 24 anos. Na lista, estão jornalistas e parentes de políticos influentes, como Flávia Marcílio, filha do ex-presidente da Câmara Flávio Marcílio, e Ricardo Augusto de Rezende Dalla, filho de Moacyr Dalla. Também embarcaram no trem da alegria protagonistas dos mais recentes escândalos da instituição. Foi o ato questionado na Justiça que transformou em servidores públicos Agaciel Maia, ex-diretor-geral da Casa, e João Carlos Zoghbi, ex-diretor de Recursos Humanos, acusados de terem responsabilidade pelo arquivamento de decisões que serviram para nomear afilhados e parentes de políticos nos últimos 15 anos — os tais atos secretos.
Nomes que ainda exercem poder também foram efetivados pela canetada. Caso da atual diretora de Recursos Humanos do Senado, Doriz Marize Peixoto. Polêmica Em 1985, a efetivação foi um escândalo. Todos foram nomeados como funcionários da gráfica do Senado. Na ocasião, a imprensa colocou o número de funcionários do setor na ponta do lápis e concluiu que, se todos fossem trabalhar, cada um ocuparia um espaço de apenas 2,5 metros quadrados.
A ação popular que questiona as nomeações foi aberta por dois advogados de Brasília, mas a Advocacia-Geral da União (AGU) passou a defender a anulação dos atos que criaram o trem da alegria. Ainda assim, a falha que abriu espaço para a defesa enterrar a decisão que pedia a anulação dos atos não foi corrigida. As citações dos servidores que respondem à ação foi feita por edital, prática hoje pouco usada pelo Judiciário. Os editais, no entanto, não alcançaram os herdeiros dos beneficiados com o trem da alegria. Com isso, o advogado que representava os servidores do Senado, Davi Machado Evangelista, conseguiu, na segunda instância, fazer com que o processo voltasse à estaca zero, desde a fase de citação dos envolvidos.
Hoje, no entanto, os funcionários do Senado estão sem advogado de defesa. O contrato com o escritório que lhes garantiu a permanência em seus empregos se encerrou em 2006. “Estamos conversando com os servidores, porque o sindicato não tem condições de arcar com os custos do processo”, disse o presidente do Sindilegis, Magno Mello.
A Advocacia-Geral da União argumentou que a falha na citação dos envolvidos com o processo foi resultado da ação inicial. “A AGU assumiu a ação quando esta já havia sido iniciada. Ainda assim, com todas as dificuldades do processo, reafirma o compromisso de ir até as últimas consequências na defesa da moralidade no serviço público”, declarou o coordenador-geral jurídico da Procuradoria da União da 1ª Região da AGU, Diogo Paulus.
Enquanto isso... O trem da alegria UAI anda a todo vapor, com a anuência do Sindisemp, do governador e da ALMG.
ADI/1186 - AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE
Origem: MG - MINAS GERAIS Relator: MIN. CÁRMEN LÚCIA REQTE. PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA REQDO. GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS REQDO. ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE MINAS GERAIS

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Lançamento da candidatura Gleber reúne lideranças nacionais

Candidato ao PT Nacional, José Eduardo Dutra, diz que confia na unidade em Minas

O candidato a presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, que veio à Belo Horizonte para o lançamento da candidatura de Gleber Naime ao PT de Minas, na última quinta-feira, dia 10, elogiou, em entrevista coletiva, o Processo de Eleições Diretas do PT (PED) e disse que ele contribuirá para emular a militância para as eleições de 2010. “O PT é o único partido que faz processo direto para renovar a direção em todos os níveis. Só o PT tem essa ousadia e dinamismo, debate publicamente suas teses. É um processo que vem para mexer com a militância e prepará-la para o ano que vem.” Para Dutra, a existência de dois pré-candidatos ao governo de Minas mostra que o PT mineiro é um partido privilegiado. “ Acredito que esse processo vai se afunilando e no momento oportuno, objetivamente 31 de julho do ano que vem, teremos construído um cenário com candidatura competitiva, que para mim é a que for escolhida pelos filiados mineiros e unir o partido.”
Na entrevista, o candidato ao PT mineiro, Gleber Naime, foi enfático na defesa da candidatura do ministro Patrus Ananias ao Governo de Minas como a que tem maiores possibilidades de unificar o PT. “ O Patrus simboliza de maneira muito nítida em Minas o sucesso das políticas sociais e do governo Lula”. Gleber entende que o PED é um exercício democrático que contribuirá para “arrumar a casa, fortalecer o diálogo e a construção da candidatura do ministro Patrus com a ampla participação dos petistas”.
À noite, houve o lançamento da candidatura de Gleber Naime, no restaurante Raja Grill, reunindo vereadores, deputados estaduais e federais, lideranças regionais e militantes do partido. Também estavam presentes os ministros Patrus Ananias, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, e Luiz Soares Dulci, chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, e o presidente do PT nacional, Ricardo Berzoini.
Fonte: Blog dos Amigos do Governador Patrus

Blog do Patrus

No ar desde o dia 6 de setembro, com lançamento oficial no dia 8, o Blog do Patrus foi festejado por políticos, amigos e admiradores de sua carreira política, em comentários saborosos e estimulantes à sua pré-candidatura ao Governo do Estado.
Traz artigos do ministro desde 2007 e comentários seus sobre a História de Minas. “Patrus, é uma alegria estar aqui com você e com todos. Teu futuro, Patrus, é muito grande. É difícil ter uma carreira com tanta nitidez como a sua”, escreveu o cartunista Ziraldo. Vale a pena conferir e deixar o seu recado: http://www.blogdopatrus.com.br/
Fonte Blog dos Amigos do Governador Patrus

Prefeito e a vice de Itinga têm os mandatos cassados

O prefeito e a vice-prefeita de Itinga, no Vale do Jequitinhonha, tiveram os mandatos cassados pelo juiz da 1° Vara da Comarca de Araçuaí, Valter Zuiquer Sbailer Júnior.
De acordo com a sentença, Charles Azevedo Ferraz e Arlete Maria Batista Santos são acusados de abuso de poder econômico e compra de votos.
Segundo o TRE, Charles Azevedo Ferraz e Arlete Maria Batista Santos foram reeleitos em 05 de outubro de 2008, com 3.540 votos, 47,95% dos votos válidos.
Por telefone, os assessores do prefeito Charlão (foto) e da vice Arlete disseram que vão pedir efeito suspensivo da decisão, no TRE- Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, em Belo Horizonte.
Fonte: Blog do Banu

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Mensalão PSDB:Ministro Joaquim Barbosa encaminha processo para análise pelo Plenário

O ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito que apura fatos relacionados ao mensalão tucano mineiro, concluiu a análise da matéria. Conforme o andamento processual do site do Supremo Tribunal Federal, o ministro apresentou o caso para julgamento, devendo entrar em breve na pauta do Plenário.
O inquérito investiga a prática dos crimes de peculato e lavagem de dinheiro, durante a campanha para a reeleição do atual senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao governo de Minas Gerais, em 1998. Caso a denúncia contra o senador seja aceita, ela passará a figurar como réu em ação penal no STF.
Em maio, Joaquim Barbosa decidiu desmembrar o inquérito. Com a decisão, apenas Azeredo será investigado no STF, cabendo à Justiça Federal em MG analisar o processo quanto ao publicitário Marcos Valério e outros investigados.
Denúncias
O Ministério Público Federal em Minas Gerais (MPF-MG) acusou o publicitário Marcos Valério e outras 26 pessoas, incluindo diretores e ex-diretores do Banco Rural, de terem criado em Belo Horizonte um esquema considerado embrião do mensalão, que ficou conhecido como mensalão mineiro.
Segundo o MPF, os acusados construíam uma estrutura que utilizava a simulação ou o superfaturamento de contratos de publicidade firmados com o governo estadual. Empresas privadas - incluindo instituições financeiras - que tinham interesses econômicos junto ao Estado de Minas Gerais também participariam do esquema. Os recursos assim obtidos eram, em sua maioria, destinados à campanha eleitoral e tinham sua distribuição pulverizada entre os colaboradores da campanha, como contraprestação aos "favores" prestados.
Segundo a denúncia da Procuradoria Geral da República, foram desviados, pelo menos, R$ 3,5 milhões de reais dos cofres públicos de Minas Gerais para a campanha à reeleição de Eduardo Azeredo.
O senador Eduardo Azeredo é o fundador do mensalão mineiro, e autor do projeto de lei de censura a internet.
Veja aqui farta documentação da Polícia Federal que comprovam o tucanoduto. Inq/2280 - A PGR acusa de Crimes Praticados por Funcionários Públicos contra a Administração em Geral, Peculato, Crimes Previstos na Legislação Extravagante, Crimes de "Lavagem" Ocultação de Bens, Direitos ou Valores.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Andréa Neves ascende como guardiã da imagem do irmão

Ao contrário de José Serra e de Aécio Neves que passam mais tempo dormindo e passeando do que trabalhando, Andréa Neves - irmã do Aécio - dorme tarde e acorda cedo, como o Lula e a Dilma, e é quem governa, de fato, o Estado de Minas Gerais, nestes sete anos, junto com Antonio Anastasia e Danilo de Castro.

Uma menção aparentemente gratuita da Polícia Federal no inquérito sobre o mensalão mineiro jogou luz sobre uma das peças-chave do governo de Aécio Neves (PSDB). A referência traz à superfície a discreta jornalista e historiadora Andréa Neves da Cunha, 48 anos, irmã mais velha de Aécio, oficialmente chefe do serviço de assistência social do Estado e comandante de fato da área de comunicação da administração.
O texto acima foi extraído do site Associação dos Delegados de Polícia Federal, que diz mais:
Conhecido por delegar funções (botar os outros para trabalhar por ele - comentário do FBI), Aécio assenta seu governo em um tripé: a parte administrativa está sob o comando do vice-governador Antonio Junho Anastasia, a costura política local fica a cargo do secretário de Governo, Danilo de Castro. Imagem e estratégia estão com a irmã.
Hábil em operações de blindagem e preservação de imagem, Andréa Neves só conversa sobre si com jornalistas amigos.
Fonte: Festival de Besteiras da Imprensa

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Justiça cassa mandato de prefeito de Timóteo

Denúncia de compra de votos partiu do segundo colocado nas eleições em Timóteo; ele será empossado como novo prefeito O juiz eleitoral, Ronaldo Batista de Almeida, determinou, em primeira instância na manhã de ontem (terça-feira - 8), a cassação do mandato do prefeito de Timóteo, Geraldo Hilário (PDT). Primeiro colocado nas eleições do ano passado, ele é acusado de irregularidades na campanha. Segundo denúncia apresentada pelo segundo colocado, Sérgio Mendes (PSB), Geraldo teria fornecido combustíveis em troca de votos.
A atual administração municipal informou que não foi notificada formalmente sobre a cassação. A decisão ainda cabe recurso.
Em 2007, Hilário havia assumido a prefeitura após a saída do então prefeito, Geraldo Nascimento. Dessa vez, ele deixa o comando do município por motivos parecidos.
Enquanto isso... Em Montes Claros o caloteiro prefeito ficha suja Tadeu Leite - que construiu até prédio fantasma, continua livre e zombando da justiça. Aliás, o churrasco com os juízes e com donos de jornais está acontecendo onde mesmo?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

O Poder sem Pudor

Denunciada e indiciada por práticas ilícitas quando prefeita de Três Pontas, Adriene Barbosa assume vaga de conselheira
A ausência de princípios éticos questionados em todo País é relativamente pequena se comparada com o que vem ocorrendo em Minas Gerais.
Enquanto no passado a probidade era quesito fundamental para o exercício da função pública, atualmente inverteu-se a lógica, ou seja, apenas os desonestos ocupam funções públicas. Não se trata de uma pequena minoria, mas sim da maioria.
A atribuição de fiscalização das atividades das empresas, autarquias e outras entidades públicas exercida pelo Tribunal de Contas, legalmente permaneceu onde estava. Porém, a prática dos conselheiros é que mudou.
Desta forma, podemos afirmar que não precisamos de novas leis, apenas de pessoas que as cumpram.
Na Corte do Tribunal de Contas, sem dúvida de errar, os mais crédulos dizem que 90% dos conselheiros são desonestos. Não se trata de acusação, basta aferir o “prontuário” de cada um dos integrantes da Corte, uma vez que currículos poucos têm.
Para confirmar o que noticiamos, são atualmente conselheiros do Tribunal de Contas:
Wanderley Geraldo de Ávila (investigado pela Polícia Federal, processado e indiciado)
Antônio Carlos Doorgal de Andrada (investigado pela Polícia Federal, processado e indiciado)
Adriene Barbosa de Faria Andrade (investigada pela Polícia Federal, Ministério Público Estadual e Federal, processada e indiciada)
Eduardo Carone Costa (sem investigações e processos).
Elmo Braz Soares (investigado pela Polícia Federal, processado e indiciado).
Como pode uma Corte como esta continuar a julgar as contas públicas do Estado de Minas Gerais?
Os conselheiros do Tribunal de Contas vêm aprovando a mais variada gama de negociatas, conforme comprovado por inquérito da Polícia Federal.
Quase que a totalidade dos atuais conselheiros foi indicada pelo Executivo. Desta forma, tudo leva a crer que ao Executivo interessa esta situação.
O Executivo não pode sequer alegar que não sabia. Entretanto, o absurdo ultrapassou o limite do pudor na indicação da conselheira Adriene. A justificativa foi que a mesma era “namorada” de Clésio Andrade, na época vice-governador de Minas.
O sindicato dos funcionários do Tribunal de Contas chegou a ajuizar uma ação contra sua indicação. Até hoje nada adiantou.
A imoralidade é tão grande que particulares estão encaminhando ao Judiciário e ao presidente do Tribunal (sic) denúncia de suspeição contra os conselheiros, como a encaminhada contra a conselheira Adriene. (cópia abaixo).
Já que vale a indicação de namorada, a exemplo de Napoleão, inclusive Clésio parece com Napoleão, só falta agora acontecer como ocorrido no Senado Romano, quando Calígula indicou seu cavalo Incitatus para compor o Senado.
Evidente que, segundo funcionárias do Tribunal, só falta o cavalo Incitatus. Calígula já existe.
Há pouco mais de um mês, o então candidato à vaga de conselheiro, deputado Irani Barbosa, denunciou da Tribuna da Assembleia Legislativa a maneira pouco ortodoxa adotada pelos deputados para escolha do novo conselheiro.
Será que não estaria na hora de mudar o modelo de indicação para provimento do cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas?
Fonte: Novo Jornal

domingo, 6 de setembro de 2009

Aécio questiona favoritismo de Serra e vai à disputa

ABr/Folha/-
O governador de Minas, Aécio Neves, informou à direção do PSDB que vai “esticar a corda” na disputa que trava com o colega José Serra, de São Paulo.
-O PSDB organiza eleições prévias. No momento, faz o recenseamento de seus filiados. Mas dava-se de barato que o acordo dispensaria a prévia. Deu chabu.
-Aécio, que parecia ter refluído da idéia das prévias, voltou à carga. “Estou muito mais animado hoje do que há três meses”, disse ele a um amigo, na última sexta (4).
-Porém, a despeito do que chama de “uma boa largada” do rival, Aécio acha que reúne mais condições de prevalecer sobre o candidato de Lula.
-Manuseando as pesquisas, Aécio argumenta que sua taxa de rejeição é menor do que a de Serra. Reuniria, segundo esse raciocínio, mais condições de crescer.
-Realça o fato de que Serra exibe posição estacionária nas sondagens eleitorais, com leve oscilação para baixo.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Alencar se livra de acusação de fraude

Justiça Federal em Minas livrou o vice-presidente da acusação de ter manipulado, em 1998, a cotação de ações na Bovespa
Após cinco anos de processo, a Justiça Federal em Minas Gerais livrou o vice-presidente da República, José Alencar, da acusação de ter manipulado, em 1998, a cotação de ações na Bovespa em benefício próprio.
O juiz Antônio Cláudio Macedo da Silva, da 16ª Vara Federal de Belo Horizonte, considerou que houve má-fé do Ministério Público Federal ao denunciá-lo, em 2004, e determinou que o órgão o indenize. O MPF terá que pagar os honorários advocatícios e demais gastos de Alencar durante o processo. Não foi analisado o mérito da acusação contra o vice-presidente. Em relação aos outros acusados, o juiz entendeu que não houve fraude.
O advogado de Alencar, Oscar Dias Corrêa Filho, não quis comentar o caso, por ainda caber recurso. Em 1998, ano em que Alencar se elegeu senador por Minas Gerais pelo extinto PL, ele presidia o Conselho de Administração da Encorpar S.A., cujo maior acionista era a Wembley S.A., controlada por ele.
A Fiação e Tecelagem São José S.A., da qual a Encorpar era acionista, vinha de resultados ruins e suas ações estavam avaliadas em R$ 0,65. No entanto, no início de 1998, suas ações se valorizaram 215% em 42 dias. Segundo a denúncia, em ação orquestrada por Alencar, com a participação de outras duas corretoras, pequenos lotes de ações passaram a ser comprados quase diariamente. Em maio, logo após ter se tornado controladora da São José, a Encorpar vendeu R$ 4,4 milhões em ações para o Ceres (fundo de pensão da Embrapa e da Embraer).
O procurador responsável pela denúncia, Fernando de Almeida Martins, informou que irá recorrer da decisão. O juiz entendeu que, como presidente do conselho da Encorpar, Alencar não tinha poderes de gestão. Além disso, segundo o magistrado, a denúncia foi oferecida sem fatos novos em relação ao resultado final de investigação conduzida pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), em 2000.
Apesar de uma comissão sindicante ter responsabilizado Alencar, o Colegiado da CVM o isentou de responsabilidade nas irregularidades apuradas.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

"Deputado do castelo’ move ação por danos morais contra jornal

O deputado federal Edmar Moreira (PR-MG), que ficou conhecido como “deputado do castelo”, entrou com processo contra o jornal Diário do Comércio. A ação pede indenização por danos morais de valor maior que a sua remuneração anual, de R$ 200 mil. O deputado também pede que reportagens sejam retiradas da internet.
O editor do site, Luiz Octávio Lima, e o repórter Sérgio Kapustan também são alvos do processo. O diretor de redação do Diário, Moisés Rabinovici, informa que a ação está em fase inicial e que ainda não está claro como cada réu é citado.
Rabinovici explica que as informações publicadas pelo jornal foram, em grande parte, produzidas pela Agência Estado. Lembra ainda que o caso está presente no Museu da Corrupção, criado pelo Diário.

“Renascimento da censura?”
Na terça-feira (01/09), o jornal publicou um editorial no qual classifica a ação movida pelo deputado como uma tentativa de censura.
“Mas o castelo é apenas o símbolo ou emblema visível da corrupção. A questão que se coloca é o novo modo de afrontar a liberdade de imprensa. (...) Não será este exercício de ações indenizatórias o renascimento da censura?”, questiona o veículo.

"Dano moral sofreu o Brasil"

O editorial ainda critica a “indústria do dano moral”, e afirma que a ação não vai intimidar o veículo.
“Para o jornalismo a ameaça faz tão somente aumentar a disposição e a vigilância. Por isso reiteramos o que o deputado do castelo não quer ouvir ou não percebeu: dano moral sofreu, sim, o Brasil!”
Edmar Moreira possui um castelo avaliado em cerca de R$ 25 milhões na cidade de São João Nepomuceno, no interior de Minas Gerais. O deputado também foi julgado e absolvido pelo Conselho de Ética da Câmara em ação que levantava suspeitas de irregularidades na utilização da verba indenizatória.
“O DC e a imprensa não ingressaram em assuntos privados do ser humano Edmar Moreira. Tudo que contra ele foi levantado e até provado, embora os amigos o tenham livrado da cassação do mandato, é assunto político, de interesse da sociedade dos representados que não quer uma imprensa dócil ou manipulada”, diz o editorial.
Fonte: Comunique-se

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Clésio Andrade é indiciado pela PF

"O indiciamento de Clésio é tido como `momento histórico´, para a política nacional"
O que parecia impossível está ocorrendo.


O pequeno ex-empresário de ônibus cresceu organizando "caixinhas" para suborno de funcionários públicos em troca de aumento tarifário, além de políticos do executivo e legislativo mineiro, o que possibilitou ao final do governo Collor a fundação da entidade representativa da categoria em nível nacional - CNT (Confederação Nacional dos Transporte) - que vem presidindo desde então.
Tido como "competente", pouco tempo após assumir a CNT se transformou no principal financiador de campanhas políticas em todo o País, tendo inclusive ocupado o cargo de vice-governador e suplente de senador por Minas Gerais desde o início da década de 90.
Nos últimos anos vem comparecendo na mídia nacional noticiando gratuitamente pesquisas de opinião pública de popularidade, sempre em relação ao presidente da república e dos governadores do Estado. Até mesmo temas polêmicos como o terceiro mandato de Lula foi pesquisado por patrocínio da CNT.
Demonstrando o quanto é poderoso, Clésio Andrade esteve envolvido nos maiores esquemas de corrupção que abalaram a República na última década, dentre eles o Mensalão e Valerioduto. Em ambos saiu praticamente ileso diante da remessa das investigações pelo Supremo Tribunal Federal para o Ministério Público e Judiciário mineiro.
Porém, para sua surpresa e dos beneficiados por seu esquema, tramitava na Polícia Federal em completo sigilo o inquérito nº. 830/2008 para apurar as diversas práticas criminosas de Clésio. Só em julho do ano passado, após ajuizar um habeas corpus na 4ª Vara Federal de Minas Gerais, Processo nº. 2008.38.00.017827-0, o advogado de Clésio Andrade teve acesso ao inquérito.
Diante do arguido por sua defesa o processo foi remetido para "Reexame Necessário Criminal", na 2ª Instância Federal em Brasília. Por unanimidade o recurso impetrado foi negado, continuando a tramitação do inquérito na Justiça Federal mineira.
O silêncio sobre o assunto imposto por Clésio a respeito dessa investigação foi tão grande que sequer contratou-se um advogado em Belo Horizonte, permanecendo em sua defesa no processo um jurista do Distrito Federal.
Segundo assessores próximos de Clésio ele tentava evitar que outros membros da CNT tomassem conhecimento e exigissem sua saída.
Pelo visto, o que evitava ocorreu. A maioria dos membros da CNT quer que ele se licencie tão logo seja apresentada e aceita a denúncia. Novojornal consultou diversas lideranças que participam da CNT e quase a totalidade entende que: "Clésio já deveria ter se licenciado desde que foi indiciado".
Segundo um procurador federal que teve acesso ao inquérito "diante das provas colhidas dificilmente o Ministério Público Federal deixará de apresentar denúncia contra Clésio Andrade".
Quando Novojornal noticiou há uma semana que o quadro dos possíveis candidatos ao Senado poderia ser alterado com a possível condenação de Clésio e do senador Eduardo Azeredo, suas assessorias contradisseram, informando que mesmo diante de uma condenação existiriam mais duas instâncias judiciais para percorrer e que dificilmente isso acabaria antes das eleições de 2010.
Até então completamente silencioso, dia depois da citada reportagem, em entrevista a um jornal da capital mineira, Clésio Andrade confirmou que seria candidato a senador ou a governador de Minas e que apoiaria o PSDB apenas se o governador Aécio Neves fosse candidato a presidente. Caso contrário, apoiaria o candidato a presidência do PT.
Segundo diversos jornalistas que cobrem o Senado, na tentativa de remeter o processo para o Supremo Tribunal Federal, atrasando seu andamento, Clésio vem articulando para que o senador Eliseu Resende se licencie para que ele assuma em seu lugar. O que só não ocorreu, segundo esses jornalistas, devido a atual situação escandalosa do Senado Federal.
O poder judiciário em todo país está atento para coibir as tradicionais manobras de candidatos que postergam a tramitação de suas investigações e processos para que a opinião pública não tome conhecimento do fato e consigam eleger-se, adquirindo a famosa "imunidade".
Não por outro motivo que o presidente do TRE-MG informou que será divulgado pelo tribunal informações a respeito da vida pregressa dos candidatos.
Esse inclusive é o entendimento do TSE a respeito. Espera-se para a próxima semana a decisão da Justiça Federal mineira a respeito da aceitação ou não da denúncia contra Clésio.
Evidente que ele não estará sozinho. Trará consigo nomes de destaque na vida política e empresarial mineira e nacional.
Fonte: Novo Jornal

sábado, 29 de agosto de 2009

Fiscais protestam contra o governo de MG

Auditores da Receita realizaram ato público para denunciar o “maior arrocho salarial da história do funcionalismo de MG”

Os auditores fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais realizaram ontem quinta-feira (27), no início da tarde, em frente à sede da Secretaria de Fazenda, um grande ato público em protesto contra o governo do Estado que, segundo eles, impôs o “maior arrocho salarial da história do funcionalismo público mineiro, além de criar crescentes despesas com pagamento da dívida e gastos excessivos com propaganda oficial”.
Durante a manifestação, os auditores destacaram a postura “autoritária” do secretário de Fazenda, Simão Cirineu (foto), que, no período de nove meses transcorridos desde o início do movimento reivindicatório, se negou a negociar com a categoria e ameaça retaliar os profissionais do fisco que participam do movimento.
Entre as ameaças constam a transferência súbita de auditores para outras unidades de trabalho, o fechamento de postos de fiscalização, a proibição de reuniões e divulgação de material informativo nas repartições fazendárias e, a mais grave, a representação encaminhada pelo secretário de Fazenda ao Ministério Público Estadual tentando criminalizar o movimento da categoria.
Corte nos investimentos sociais

O Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual (Sindifisco-MG) denunciou à sociedade o corte de R$ 450 milhões/ano em investimentos sociais em saúde, educação, moradia e segurança em Minas Gerais, enquanto o governo aumenta em mais de 25% os gastos em publicidade oficial.
O Sindifisco produziu os panfletos intitulados “Em nome da crise” e “Postos Fiscais de Minas sob Tortura”, que estão sendo distribuídos desde o início da semana em 20 pontos estratégicos da capital e nos postos de fiscalização do Estado.
Os panfletos denunciam a grave situação dos servidores dessas unidades, que estão sendo fechadas, abrindo caminho para a sonegação fiscal.
“Nos últimos anos, a dívida do Estado cresceu de R$ 35 bilhões para R$ 60 bilhões, e o governo, agora, faz um empréstimo de mais R$ 1 bilhão”, informou o presidente do Sindifisco, Matias Bakir, acrescentando que “o Centro Administrativo, orçado em R$ 500 milhões em 2006, já atingiu a cifra de R$ 1,5 bilhão”.
Após o ato público, os manifestantes seguiram em passeata até a Associação Médica de Minas Gerais, na Avenida João Pinheiro, centro de BH, onde participaram de assembleia geral da categoria.
Mais de mil auditores fiscais estiveram presentes à reunião, ocasião em que foram tomadas importantes decisões, tais como a continuidade do movimento reivindicatório e as novas estratégias de luta para manter mobilizada a categoria.

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Três chapas ligadas à Articulação disputam o PED em Minas

Três chapas ligadas à Articulação PT Minas saem a campo, com 95 militantes, para disputar o diretório estadual do Partido dos Trabalhadores. São eles que estão nas ruas, visitando os filiados e fazendo o debate político junto à base do partido, em busca do fortalecimento do Partido dos Trabalhadores.
As três chapas apresentam petistas dispostos a marchar junto à Gleber Naime, que disputa a presidência do PT no Estado e José Eduardo Dutra, candidato a presidente nacional do partido.
A massa petista que trabalha para consolidar a candidatura de Patrus Ananias ao governo de Minas está reunida em três chapas com características regionais:
Chapa 1, que reúne militantes do Norte, Noroeste, Zona da Mata e os Vales Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce, intitulada O Partido que Muda Minas e o Brasil com Patrus e Dilma;
Chapa 2, reunindo petistas do Sul, Triângulo, Alto Paranaíba e Centro Oeste, denominada: O Partido que Muda Minas e o Brasil.
Chapa 3, com militantes da Região Metropolitana de Belo Horizonte, Vale do Aço, Paraopeba e Médio Piracicaba, intitulada O Partido que Muda Minas.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Aécio: papel de Marina é fortalecer os tucanos

Se houvesse ainda alguma dúvida, Aécio, no Rio, deixou claro: o PV serve para bater no PT quando o PSDB não dá conta.

Saiu na Folha Online:

Aécio diz que PT tem mais projeto de poder do que de país e acena para Marina.

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), criticou o PT, que perdeu dois senadores: Marina Silva (AC) e Flávio Arns (PR) após salvar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) no Conselho de Ética. Para Aécio, a crise interna do PT revela o afastamento entre o partido e sua militância.
“O partido [PT] terá que se reencontrar com sua militância, aquela que sonhou com um partido que defendia e agia de forma ética”, disse ele no Rio.
(…)
Marina Silva

O tucano afirmou ainda que vê como positiva a possível candidatura de Marina Silva pelo PV à Presidência.
Ele disse que o PSDB está mais próximo hoje de Marina do que o PT numa possível composição de alianças. “Gostaria de ter o PV no primeiro turno, mas se for o caso que caminhem juntos no segundo turno.”

A VERDADE E A MENTIRA

*Por Geraldo Elísio

“Mente, ainda é uma saída / é uma hipótese de vida...” – Mente – de Paulo Vanzolini e Eduardo Gudin

Não é segredo: todo marketing um dia desaba diante da notícia. Os marqueteiros sabem disto. Somente silenciam por conveniência. Porém, na atual conjuntura, devem repensar os seus conceitos. Um dos exemplos mais marcantes dessa premissa foi a ascensão e queda de Fernando Collor. Criado pela propaganda e destruído pelo noticiário.
Em Minas, desde o início do governo Aécio Neves, em seu primeiro mandato tem-se notícia de farta publicidade e de uma censura notória atribuída à senhora Andrea Neves, com o objetivo de fazer de seu irmão o sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A princípio, tais informações eram comentadas em círculos restritos. Com o passar do tempo, a exemplo do Bolero de Ravel, vem ganhando ritmo crescente. Principalmente a partir da demissão (pelo ar) do jornalista esportivo Jorge Kajuru, quando do primeiro jogo Brasil e Argentina que teve como palco o “Mineirão”.
O silêncio da mídia e da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, onde são raros os momentos de oposição, sinalizava para uma estratégia perfeita. Porém, começaram a surgir os primeiros sinais de insatisfação, gerando as primeiras manifestações de ruas e, em consequência disso, as primeiras informações que em outros tempos estariam gerando manchetes tanto no impresso quanto nos meios eletrônicos de comunicação de massa.
Nada teria acontecido. Lógico, nem a mídia e nem os parlamentares foram abalados em suas convicções. Porém, no mundo da globosfera existe outro substrato. Além do mais, a proximidade de embates decisivos traz à cena o tradicional jogo da informação e da contrainformação. E os insatisfeitos aproveitam o momento.
Se Goebbels, o marqueteiro de Hitler, afirmou que “De tanto se repetir uma mentira ela acaba se transformando em verdade”, Abraham Lincoln enunciou: “Nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito”. Em vista da vitória dos aliados ter comprovado a sabedoria da assertiva de Abraham Lincoln sobre Goebbels, fico com o pensamento do pensador norte-americano.
E hoje já se sabe em escala ascendente que o choque de gestão é mais falácia do que realidade, pelo menos na visão do Sindifisco, o mesmo sindicato que alardeou problemas na construção do novo Centro Administrativo e, principalmente, apontou o número do custo faraônico: R$ 1,2 bilhão, pelo menos até agora.
Igualmente, o Sindipol, sindicato dos policiais civis, alardeou que Minas, ao contrário do que diz a publicidade, não é um Estado seguro, denunciando a insegurança e o aumento das taxas de violência em ritmo crescente. O pessoal da saúde denuncia “o caos” imperante na área e os trabalhadores do ensino jogam por terra a informação de que o governo mineiro paga aos professores e professoras o piso nacional de R$ 900.
A Ajosp (Associação dos Jornalistas do Serviço Público de Minas Gerais) aponta que o Ipsemg poderá ser privatizado e recebe a confirmação de que isso é verdade por parte da entidade que congrega os beneficiários da instituição. E assim, uma por uma das máscaras vão caindo e ganhando espaço as notícias de corrupção.
Mentir como hipótese de vida pode até ser uma saída, na voz saudosa de Clara Nunes cantando um tema de amor assinado por Vanzolini e Gudin. Mas em outra circunstância só vem a reforçar a teoria de que por mais eficiente que seja o marketing, nada se compara à força da verdade que traz uma notícia isenta e sustentada em provas.
PS – Da série perguntar não ofende

O Corredor Cultural da Praça da Liberdade está sendo privatizado? Quem se beneficiará? Quem é o consultor do projeto? Houve licitação? É alguém de notório saber na área? Quem paga a consultoria? Qual o valor? O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais pode inspecionar isto ou prefere continuar a ser Faz de Contas? O espaço está aberto.

Geralo Elísio mantém este espaço permanentemente aberto ao democrático direito de resposta a todas as pessoas e instituições aqui citadas através do e-mail gelisio@novojornal.com
Novo Jornal

STF nega pedido de Marcos Valério

Supremo negou o pedido de devolução do passaporte do empresário Marcos Valério Fernandes, apreendido em julho de 2005


O ministro Joaquim Barbosa, relator da ação penal do mensalão que tramita no Supremo Tribunal Federal, negou o pedido de devolução do passaporte do empresário Marcos Valério Fernandes, apreendido em julho de 2005. O advogado Marcelo Leonardo, que defende Valério, disse que o empresário não pretende sair do país.
Barbosa julgou "inoportuna" a devolução porque sua saída não é "conveniente", pois ele responde a duas ações penais.
Marcos Valério havia feito o pedido em março de 2008. Alegou que o passaporte estava vencido desde abril de 2007. Não tinha valor para viagens internacionais, mas era necessário para pleitear um novo passaporte, pois não lhe fora imposta nenhuma proibição a viagens para fora do país.
Só em junho último o então procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza, se manifestou contra a devolução. O relator decidiu que, embora não tenha sido decretada a prisão preventiva de Valério, sua saída do país só ocorrerá "em caso, devidamente demonstrado, de imperativa necessidade", que será decidido pelo ministro-relator [o próprio Barbosa] ou pelo plenário do STF.
"Essa decisão é tardia e sem sentido", disse o advogado Marcelo Leonardo, pois Valério "não tem pretensão de fazer qualquer viagem". "Trata-se de um pedido de devolução feito há um ano e cinco meses, só agora despachado... É lamentável, pois essa é uma decisão que não respeita o princípio do prazo razoável", disse o advogado.
Ele acrescentou que "a mídia anda noticiando viagens internacionais de José Dirceu e Valdemar da Costa Neto [réus do mensalão]": "Não há razão para proibir apenas o passaporte de Marcos Valério. Ou proíbe para todo mundo ou não proíbe".

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Pimentel pede para o PT não fazer oposição em Minas

Ex-prefeito de Belo Horizonte e um dos pré-candidatos do PT ao governo de Minas, Fernando Pimentel acredita que é possível haver entendimento com o PMDB na disputa estadual, mas considera que as conversas só vão prosperar se não houver imposição de nenhum dos lados para que o outro abra mão da candidatura própria.
Sobre Aécio Neves, o tucano disfarçado de petista, disse o seguinte:
"Defendo dentro do meu partido que nós não podemos fazer uma campanha contra um governo como o do governador Aécio, que tem hoje avaliação positiva de 70% ou mais dos mineiros. Então, tem que se tratar o que é possível fazer além do que está sendo feito, o que é possível fazer diferente do que está sendo feito, e não contra, e não desmontando aquilo que foi feito e que é bem avaliado. Por isso que se coloca a questão do pós-Aécio. Eu acho que a campanha em Minas terá muito essa característica: quem pode fazer Minas avançar mais a partir do que está feito, porque indiscutivelmente o governador Aécio fez um bom governo".
Fonte: Estado de Minas

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O mensalão mineiro traga Azeredo e Clésio em abraço de afogados

Inacreditável como as palavras de Magalhães Pinto a respeito da política estavam certas: “Política é como nuvem. Uma hora você olha está de um jeito, pouco depois você olha de novo está de outro”.
Clésio, embora do PR, devido sua proximidade com o Palácio do Planalto, vem sendo acusado de influenciar parte do PMDB mineiro a optar por uma candidatura petista ao governo de Minas. Tudo porque caso Aécio saia candidato ao Senado pelo PSDB, ele sairia candidato a vice na chapa do PT. No seu entendimento, caso esta “articulação” dê certo, o ministro Hélio Costa não teria alternativa, a não ser a reeleição.
Eduardo Azeredo, tido como candidato natural ao Senado pelo seu partido (PSDB), por sua vez vinha apostando na candidatura do governador Aécio Neves à Presidência. Porém, caso Aécio saia para o Senado e com a inevitável candidatura de Itamar ao governo de Minas devido à questão de inimizade, ele ficaria sem legenda e palanque.
Como diria Magalhães, as nuvens estão mudando e Azeredo e Clésio, até agora tidos como mais fortes candidatos ao Senado em 2010 (caso Aécio seja candidato a presidente) poderão não conseguir o registro de suas candidaturas, diante de suas eminentes condenações pelo Supremo Tribunal Federal por práticas criminosas, no conhecido “mensalão mineiro” ou “valerioduto”.
Com a inelegibilidade de Clésio e Azeredo, praticamente o jogo sucessório pelo Senado em Minas ficará zerado.
Para alguns, independentemente da condenação, suas chances são mínimas, pois nesta eleição, diante dos escândalos envolvendo a classe política, a cobrança do eleitor sobre o passado dos candidatos será enorme.
No caso de Clésio a perda será maior, uma vez que diante de sua condenação seu mandato de presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) seria interrompido.
Existe um ditado interiorano que diz: “Menino afoito não come biscoito”.
Evidente que não se pode desprezar o prestígio e a credibilidade política do vice-presidente José Alencar que já se declarou candidato a senador e de Pimentel que pleiteia o governo de Minas, mas ambos, se candidatos, estarão “solteiros”.
Políticos experientes fazem suas apostas:
Candidatura A: Patrus Ananias (PT) candidato a governador, com um vice do PMDB; Hélio Costa (PMDB) candidato a senador.
Candidatura B: Itamar Franco (PPS) candidato a governador, com um vice do PSDB, e Aécio (PSDB) candidato a senador.
Tudo bem ao estilo mineiro e ao gosto do Palácio da Liberdade. A disputa ficará apenas entre os candidatos a governador.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

BDMG institucionaliza a corrupção

E aí, Itamar? Jornal exige saída de conselheiro do BDMG. Por que banco celebrou contrato secreto de R$ 1,5 mi com ele? A falta de compromisso com a moralidade e a defesa do patrimônio público institucionalizou-se na administração pública de Minas Gerais.

A ingerência do jornal Estado de Minas sobre o governo é tão grande que retira dos mandatários a independência de prover e manter nos cargos pessoas de sua escolha.
Exemplo desta aberração é a denúncia apresentada pelos funcionários do BDMG, que presenciam o desmonte do banco, a exemplo do ocorrido com o Bemge, Credireal e Minas Caixa. Apelaram até mesmo ao Ministério Público, e nada acontece.
Com a briga de Hindemburgo Pereira Diniz com dirigentes do “grande jornal dos mineiros” e sua expulsão da Presidência do Conselho dos Diários Associados, o governo de Minas viu-se no centro de um fogo cruzado.
Hindemburgo, memória viva do BDMG, muito bem relacionado e articulado - sua inimizade causaria estragos incalculáveis. Porém, a exigência de sua saída defendida por dirigentes do Condomínio dos Diários Associados não poderia ser ignorada, uma vez que a imagem do governo de Minas é construída através dos veículos de comunicação pertencentes ao grupo.
Diante dessa situação, em vez de tomar uma atitude que melhor atendesse o banco e obedecesse ao princípio da probidade, optou-se por sua demissão com a celebração de um Contrato Secreto, onde Hindemburgo continuaria recebendo, a título da “assessoria”, a mesma importância que recebia na presidência do Conselho.
Na verdade, o governo de Minas solucionou um problema entre os membros dos Diários Associados com dinheiro público.
A briga entre Hindemburgo e Diários Assosiados é pública. Tanto é que, em decisão unânime, a quarta turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu ontem, por 4 votos a 0, manter sua expulsão da presidência do Conselho Consultivo do condomínio dos Diários Associados.
Em 2005, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) autorizou que uma assembleia da Comissão Plenária do Condomínio Acionário dos Diários Associados deliberasse sobre o afastamento ou não de Pereira Diniz, o que acabou se concretizando.
Hindemburgo Pereira entrou com um recurso especial contestando a decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que foi julgado em fevereiro de 2009, pelo STJ. "Todos os ministros acompanharam a decisão do relator, o ministro João Otávio Noronha. O Superior Tribunal de Justiça manteve integralmente o que o TJMG havia decidido e entendeu que o recurso não continha razões suficientes para modificar a decisão do tribunal mineiro", esclareceu na época o advogado do condomínio dos Diários Associados, Antônio Vilas Boas.
Desta forma, Hindemburgo Pereira Diniz continua destituído do cargo de presidente do Conselho Consultivo do Condomínio Diários Associados.
No BDMG não é apenas este contrato “secreto” que está a descumprir a probidade, outros fatos igualmente são denunciados pelos funcionários, sem qualquer resultado.
Novojornal, após apurar os fatos denunciados, constatou que os mesmos realmente são verdadeiros. Entretanto, para que você mesmo possa avaliar, publicamos abaixo cópia da denúncia acompanhada do contrato “secreto” celebrado.
Atualmente na presidência do Conselho do banco, Itamar Franco poderia por na prática seu discurso de probidade, acabando com esta incômoda e ilegal situação.

Fonte: Novo Jornal

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

AÉCIO DESTRÓI JORNALISTAS

*Geraldo Elísio
“Não são os homens, mas as ideias que brigam.” – Tancredo Neves.
Parece, a meta do governador tucano de Minas é ultrapassar o paulista José Serra no quesito desmonte do Estado.
O governador Aécio Neves do PSDB de Minas Gerais, talvez com “inveja de seu correligionário”, anda seguindo os passos de seu colega José Serra e também resolveu “aniquilar de vez com o quadro funcional dos servidores públicos do Estado. Depois de recusar-se a pagar o piso salarial de R$ 900 estabelecido por Lei Federal a todos os professores da rede pública estadual em Minas, agora resolveu destruir os jornalistas aposentados da Imprensa Oficial de Minas Gerais, responsáveis pela publicação do Diário Oficial do Estado”, denuncia o presidente da Associação dos Jornalistas do Serviço Público (AJOSP), Cláudio Vilaça.
De acordo com Vilaça, ao colocar em prática, em abril deste ano, o seu Plano de Carreira criado a partir da publicação da Lei Estadual 15.470/2005, “Aécio rebaixou todos os profissionais da comunicação, antes jornalistas profissionais, à condição de analistas de gestão, e pior, quem se aposentou como jornalista no nível III foi rebaixado para analista no nível II. O prejuízo representou em média R$ 1 mil a menos nos salários pagos a partir de maio deste ano”.
Segundo Cláudio Vilaça, presidente da entidade, “este é o que pode ser chamado porrete de gestão”, em analogia ao “choque de gestão” implementado e propagado por Aécio aos quatro cantos do Brasil como o modelo ideal de administração da coisa pública, denunciado durante manifestação do Sindifisco como “um engodo”.
Cerca de 48 ações já foram ajuizadas na Vara da Fazenda Pública Estadual pelos associados da Associação dos Jornalistas do Serviço Público (AJOSP). Houve três liminares vitoriosas concedidas pelo desembargador Dídimo Inocêncio de Paula, do TJMG, no último mês de junho e uma sentença favorável do juiz Sérgio Cordeiro da 2ª Vara da Fazenda Pública de MG em julho deste ano. A ação cita o secretário de Governo, Danilo de Castro, a secretária de Estado de Planejamento, Renata Vilhena e o diretor da Imprensa Oficial de Minas Gerais, Francisco Pedalino.
Segundo Cláudio Vilaça “o plano de carreira diabólico responsável pela destruição das carreiras no serviço público do Estado é atribuído ao vice-governador Antônio Anastasia, ex-secretário geral do Ministério do Trabalho no governo neoliberal Fernando Henrique Cardoso.”
*Geraldo Elísio escreve no Novo Jornal". Prêmio Esso Regional de jornalismo passado e presente embasam as suas análises

Quem é o autor da Lista de Furnas?

Depois de anos, Polícia Federal descobre documento em papel timbrado do governo de Minas que originou a Lista de Furnas

Após anos de investigações e acusações contra Dimas Toledo, pela confecção da Lista de Furnas, ocasião em que o ex-dirigente da empresa foi praticamente execrado, aparece o documento que deu origem à Lista de Furnas, atribuída ao mesmo.
É inacreditável, pois se trata de um ofício em papel timbrado do governo de Minas, assinado pelo Secretário de Governo Danilo de Castro e encaminhado a Dimas Toledo.
O documento relaciona os beneficiários da campanha do governador Aécio Neves, assim como os doadores.
A certeza da impunidade era tão grande que a lista da “corrupção” foi feita em papel timbrado do governo de Minas.
Este documento praticamente muda o rumo das investigações, que até agora atribuía exclusivamente a Dimas Toledo a autoria da Lista de Furnas, demonstrando que este famoso documento apenas transcreveu o constante de uma lista confeccionada por Danilo de Castro.
Segundo participantes das investigações, esta lista relaciona a distribuição do dinheiro “arrecadado” em Minas Gerais.
Será diante desta nova situação que o governador de Minas terá de se explicar.
Evidente que na Assembleia Legislativa mineira este fato não provocará qualquer reação, uma vez que 90% de seus membros participaram da corrupção.
O documento já foi periciado, comprovando sua autenticidade, conforme demonstra o laudo que acompanha a lista, abaixo disponibilizado nesta reportagem.
Pelo visto, o período de impunidade do governador Aécio Neves poderá estar chegando ao fim, embora alguns insistam em duvidar, citando como exemplo as enormes evidências e provas que pesam contra o mesmo e integrantes de seu governo sem que nada ocorra.
Esta e outras “novidades” esclarecem a recente presença do diretor-geral da Polícia Federal no Palácio da Liberdade.
Políticos que tiveram acesso à lista de Danilo de Castro argumentam que finalmente entendem o porquê não ser apenas devido à representação do PMDB contra o senador Arthur Virgílio, junto ao Conselho de Ética do Senado, que está fazendo o PSDB recuar.
O cruzamento das informações constantes da lista de Danilo de Castro, com a lista apreendida na Camargo Correia, comprovaria a veracidade da mesma.
Diversos beneficiados da lista já foram ouvidos pela Polícia Federal e comprovaram ter realmente recebido os recursos descritos.
O Secretário de Governo Danilo de Castro jamais foi pessoa ligada a Tancredo ou à política mineira.
Foi colocado na presidência da Caixa Econômica Federal por José Sarney, quando Presidente da República, após ter “resolvido” as pendências de seu grupo político junto à Caixa Econômica Federal, no Maranhão. Junto com o atual Secretário da Fazenda.
Sua eleição para deputado federal serviu apenas para dar imunidade ao mesmo após o escandaloso “esquema da Ghetec”.
Fontes da Polícia Federal informam que a instituição já vem há mais de duas décadas acompanhando os passos de Danilo de Castro, sendo possível que agora consiga pegá-lo.
Nas últimas eleições, ele deixou de ser candidato a deputado federal, colocando seu filho na disputa, porque estava inelegível.
Desta forma, encontra-se sem qualquer imunidade.
Vamos esperar para ver.
Fonte: Novo Jornal

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O código "Neves"

Investigadores têm novas pistas sobre a ligação entre políticos e a Alstom no pagamento de propinas

A revista Época desta semana relata que o tucano Tião Farias recebeu doações de suspeitos de operar a propina da Alstom, mas ele nega envolvimento com o caso.
A investigação dos Ministérios Públicos Federal e de São Paulo sobre o esquema de propina do grupo francês Alstom para autoridades brasileiras em 1997 avançou bastante desde a chegada ao Brasil de documentos apreendidos pelo Ministério Público da Suíça.
A empresa teria interesse na obtenção de contratos com o governo de São Paulo, comandado na época pelo governador Mário Covas, falecido em 2001.
Uma das principais peças da investigação é um memorando manuscrito em francês por um executivo da Alstom. Nele, é identificada a rota das propinas. O dinheiro iria para integrantes do Tribunal de Contas do Estado, funcionários da Secretaria de Energia e ainda para o caixa do PSDB.
Na descrição dos intermediários da propina, o executivo da Alstom, em seu memorando, usou vários códigos. Entre eles constam “RM”, “CM”, “Splendor” e “Neves”.
Os investigadores acreditam já ter identificado três desses códigos.
O tal “RM” seria Robson Marinho, ex-secretário da Casa Civil do governo Covas e atual conselheiro do TCE.
“CM” seria Cláudio Mendes, um sociólogo que atuou como lobista de empresas da área de energia junto ao governo paulista entre o fim dos anos 1980 e 2004.
“Splendor” é uma das seis offshores (empresas de fachada instaladas em paraísos fiscais no exterior) por onde também teriam sido feitos pagamentos da propina pela Alstom, segundo documentos do MP da Suíça.
De acordo com o memorando, a corrupção estaria relacionada a um contrato de R$ 101 milhões da Eletropaulo, a antiga estatal de energia privatizada em 1998, com o grupo Alstom.
Robson Marinho e Cláudio Mendes negam que tenham intermediado ou recebido propinas.
E quanto ao código “Neves”?
Os investigadores acreditam que era a pessoa responsável por transformar o suborno da Alstom em caixa de campanha do PSDB.
O memorando do executivo da Alstom é de 21 de outubro de 1997. Nele, “Neves” aparece ao lado da cifra “8,5%”, suposto valor da propina.
Os investigadores acreditam que darão um passo para elucidar o código “Neves” quando destrincharem o envolvimento do vereador paulistano Tião Farias (PSDB) com a história. Farias não é citado nos documentos da Suíça, mas tem ligações com várias pessoas investigadas no caso.
Além de ter sido um dos assessores mais próximos de Mário Covas, foi secretário-adjunto de Robson Marinho na Casa Civil.
Em 2002, quando concorreu a um mandato de deputado estadual, Farias recebeu doações dos empresários Romeu Pinto Júnior e Sabino Indelicato, citados nos documentos suíços.
Pinto Júnior é acusado de ser o dono da MCA Uruguay, outra offshore supostamente usada como canal de propinas.
Indelicato é dono da Acqua Lux Engenharia, suspeita de operar o esquema de propina da Alstom por meio de contratos de consultoria de fachada.
Tanto Pinto Júnior quanto Indelicato afirmam que as acusações são falsas.
O vereador Tião Farias diz que não conhece Pinto Júnior, mas admite ter relações com Indelicato, um militante do PSDB, segundo ele.
As doações para sua campanha, diz Farias, foram convites, no valor de R$ 1.000, comprados para um jantar de apoio político. Tião Farias não conseguiu a vaga de deputado estadual em 2002. Ele virou vereador em São Paulo em 2004.
Durante a encarniçada disputa pela candidatura própria do PSDB à prefeitura de São Paulo, neste ano, ganhou destaque por ter sido um dos poucos a permanecer ao lado do ex-governador Geraldo Alckmin.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Petistas têm encontro com o pré-candidato ao governo de Minas, Patrus Ananias

Militantes de diversas correntes internas do PT, que apoiam a pré-candidatura de Patrus Ananias ao governo de Minas, têm encontro no dia 14/8, sexta, às 19h, no auditório do CREA-MG.
O convite é feito pelos deputados estaduais do PT, Adelmo Leão, Almir Paraca, André Quintão, Carlos Gomes, Maria Tereza Lara e Padre João. Também os deputados federais petistas Gilmar Machado, Leonardo Monteiro e Odair Cunha. O encontro terá a presença de ex-candidatos ao governo do Estado e ex-presidentes do PT Sandra Starling, Carlão Pereira, Nilmário Miranda e Maria do Carmo Lara.
O candidato à presidência estadual pela Articulação PT Minas no PED 2009, Gleber Naime, disse que será um momento de reunir a militância histórica do PT, companheiros e companheiras comprometidos com um projeto para resgatar a tradição democrática, plural e ética do partido.
O CREA-MG fica na Av. Álvares Cabral, 1600, Santo Agostinho, próximo à Assembleia Legislativa.

Jô Moraes vice de Patrus

A enquete no Blog Patus Governador sobre qual o melhor vice para Patrus ao governo de Minas, Jô Moares foi a preterida com 42%, seguida por Hélio Costa, com 31%, Luís Dulci com 21% e
Pimentel com apenas 5%.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

“Governo de Minas é burocracia pura”

Antônio Júlio diz que não basta preencher papel; é preciso resolver o problema. Ele criticou ainda a censura à imprensa

O deputado estadual Antônio Júlio (PMDB) condenou o que considera “burocracia excessiva do governo de Minas”.
“Instalou-se no Executivo mineiro a burocracia pura. Tudo gira em torno de papel. No Palácio da Liberdade, você vê todo mundo preenchendo relatórios, questionários, estatísticas. Mas não basta preencher papel; é preciso resolver o problema”, afirmou.
O deputado peemedebista também fez críticas à censura que o governo do Estado estaria impondo à imprensa mineira.
“Nenhuma linha que seja contra o governo é divulgada. Os órgãos de comunicação estão amordaçados por generosas verbas publicitárias”, alertou.
Antônio Júlio lembrou que o ex-presidente Tancredo Neves sempre lutou contra a censura e pela liberdade de imprensa. “O governador deveria manter vivo os ideais do seu avô. A imprensa tem um papel fundamental na democracia. Ela não pode sofrer esse tipo de censura que está ocorrendo em Minas. Censura foi na época da ditadura militar. Chega de censura”, protestou.
O parlamentar citou trecho de um discurso de Tancredo Neves, “para servir de exemplo para o seu neto, Aécio”: “Enganam-se os que imaginam possível levantar uma nação rica e poderosa sobre os ombros de um povo explorado, doente, marginalizado e triste. Uma nação só crescerá quando crescer, em cada um de seus cidadãos, o conhecimento, a saúde, a alegria e, principalmente, a liberdade”.

Ausência de debate

Antônio Júlio fez questão de frisar a ausência do debate político em Minas Gerais.
“Observamos que o debate político está morto em nosso Estado. Não há mais espaço para ele. Há um senso comum, um discurso único, o que não constrói nada nem contribui para o aprimoramento de nossas instituições”, declarou.
De acordo com o deputado, é fundamental que o debate ocorra, “mas mais importante ainda é que as instituições exerçam seu papel”.
“Hoje o Executivo, o Judiciário, o Ministério Público, a Assembleia Legislativa e a imprensa perderam muitas de suas atribuições”, avaliou, ressaltando que “é dever dos deputados fazer do Legislativo uma instituição forte que legisle para o povo e não, como ela lamentavelmente vem sendo, uma Assembleia homologativa das vontades do Poder Executivo”.

Produtor rural

Antônio Júlio criticou a atuação do Ministério Público, da Justiça e órgãos ambientais, que estariam tratando o produtor rural como “bandido”, em questões sobre o meio ambiente.
Além disso, fez ressalvas ao projeto que altera o Código Florestal, em tramitação na Assembleia Legislativa, que, em sua opinião, mais uma vez beneficia grandes empresas e prejudica o produtor rural.
Segundo o parlamentar, a atual proposição “faz tudo para dificultar a vida dos pequenos produtores rurais, mas abre as portas, por exemplo, para a Cemig fazer o que bem entender, daí a necessidade de se modificar o texto”.
A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Assembleia votou nesta quinta-feira parecer de emendas da nova lei florestal. O projeto já está pronto para voltar à pauta de votação do plenário.
Fonte: Novo Jornal

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

UFMG mantém bônus no vestibular



Em meio a um turbilhão de polêmicas e questionamentos judiciais, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) decidiu na terça-feira manter as regras do sistema de bônus do seu vestibular.


Em reunião à tarde, o Conselho Universitário da instituição avaliou a possibilidade de mudar os critérios do programa, que hoje beneficia alunos vindos de escolas públicas e que se declaram pardos ou negros. A decisão é válida para o próximo processo seletivo, mas não é definitiva. Uma resolução aprovada anteriormente pelo conselho já previa avaliações anuais do sistema de bônus até 2012 e, durante esse período, o benefício pode continuar da mesma forma que foi implantado, sofrer modificações ou até mesmo ser extinto. A principal proposta de mudança apresentada terça-feira, durante a reunião, foi a de conceder o bônus apenas para alunos que cursaram todo o ensino básico na rede pública, ou seja, desde a 1ª série do ensino fundamental até o 3º ano do nível médio. Mas o projeto foi rejeitado pelos conselheiros e, com isso, ficam valendo as mesmas regras do vestibular 2009, o primeiro com o sistema de bônus em vigor. “Colocamos as propostas em votação, mas o conselho decidiu manter o programa assim como ele é hoje. Tivemos 45 votos a favor da manutenção e uma abstenção, o que comprova que o bônus é um programa vitorioso e que aumenta a inclusão social na universidade”, afirmou o presidente do conselho, reitor Ronaldo Tadeu Pena.


Assim como no ano anterior, esta edição do processo seletivo concederá um aumento de 10% na nota final dos candidatos que cursaram as quatro últimas séries do ensino fundamental (de 5ª a 8ª) e todo o nível médio em escolas públicas. E os alunos que, além de cumprirem esse requisito, se declararem pardos ou negros, ganharão um acréscimo de 15%. No vestibular do ano passado, o programa de bônus beneficiou 34,04% dos 5.950 alunos aprovados. As propostas de mudança do sistema de bônus foram votadas terça-feira pelos 46 integrantes do conselho, entre eles, funcionários técnico-administrativos, diretores de unidades de ensino, estudantes e representantes da reitoria.


Outro assunto presente na pauta dos conselheiros foi uma decisão da Justiça Federal que pôs em xeque o programa de bônus da UFMG. Conforme o Estado de Minas noticiou com exclusividade na edição de 23 de julho, um candidato ao curso de medicina se sentiu prejudicado com o programa e questionou o benefício na Justiça. O Tribunal Regional Federal da 1ª Região acatou o pedido do estudante Gabriel Tensol Rodrigues Pereira, de 19 anos, e deu uma liminar favorável, que lhe garantiu a vaga. Segundo a reitoria da universidade, cerca de outros 20 candidatos entraram com mandados de segurança na Justiça contra o bônus, mas nenhum deles teve decisão publicada até o momento. AdiamentoPor causa dessa reunião, a UFMG teve de adiar a data de abertura das inscrições para o vestibular. O prazo, que seria aberto na próxima sexta-feira, foi transferido para o dia 12. Em nota divulgada na última semana, a presidente da Comissão Permanente do Vestibular (Copeve), Vera Resende, explicou as razões do adiamento: “Decidimos alterar a abertura das inscrições, porque, caso seja aprovada alguma alteração do sistema de bônus pelo conselho, não haverá tempo hábil para publicação de edital de retificação antes do dia previsto para o início das inscrições, 7 de agosto”. Os interessados em participar do processo seletivo terão até 8 de setembro para fazer o cadastro. Para o ano que vem, a UFMG vai abrir 6,6 mil vagas em 75 cursos oferecidos pela instituição.


Entre as opções, há 10 novidades na graduação previstas para 2010: antropologia, biomedicina, ciências socioambientais, controladoria e finanças, dança, engenharia de sistemas, museologia, relações econômicas internacionais, tecnologia em radiologia e diagnóstico por imagem, e química tecnológica.
Fonte: Estado de Minas