terça-feira, 16 de março de 2010

Movimento de prefeitos em favor de Dilma faz PSDB mineiro jurar apoio a Serra

Como se fosse outro partido, algo como um simples aliado ao PSDB do governador paulista José Serra, o diretório tucano de Minas Gerais decidiu formalizar amanhã o que chama de um compromisso institucional de apoio à candidatura de Serra à Presidência da República. Segundo o presidente do PSDB de Minas, deputado federal Nárcio Rodrigues, o objetivo desse gesto é afastar quaisquer suspeitas de que o governador Aécio Neves e o diretório estadual não se empenharão pela eleição de Serra.

“O que nós precisamos deixar claro é que, no que depender de Minas Gerais, o governador José Serra pode colocar sua candidatura porque terá de nós toda solidariedade, todo apoio”, tentou esclarecer Nárcio.

O “compromisso institucional” a ser levado a Serra foi decidido pela direção executiva do PSDB mineiro diante do movimento, desencadeado por prefeitos de municípios das regiões mais pobres do estado, em favor da campanha “Dilmasia”, que compreende apoio simultâneo à candidatura presidencial de Dilma Rousseff (PT) e à de Antônio Anastasia (PSDB) para o governo estadual. Os prefeitos querem reeditar a fórmula “Lulécio” de 2006 – Lula para presidente e Aécio para governador.

O comando tucano de Minas vai dizer a Serra que se opõe ao movimento.

“Vamos refutar com veemência qualquer tipo de composição que não obedeça a lógica partidária, as convicções que nós temos de que a candidatura Serra, juntamente com a candidatura Anastasia representam o melhor para Minas e para o Brasil nesse momento”, disse Nárcio, provável coordenador da campanha de Serra em Minas.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Patrus reafirma pré-candidatura e diz que PT estará unido nas eleições em Minas

Em entrevista à imprensa na última segunda-feira (08/03), o ministro Patrus Ananias reafirmou a sua pré-candidatura ao governo de Minas, dizendo ser esse o grande horizonte com o qual trabalha no momento. Patrus afirmou também que o Partido dos Trabalhadores em Minas estará unido nas eleições deste ano. “Estamos construindo agora esta unidade. Precisamos ganhar o governo, para fazermos em Minas o que fizemos em BH e o que estamos fazendo no Brasil no governo do Presidente Lula”.
Patrus lembrou da recente reunião do Diretório Estadual do PT, realizada na última quinta-feira (04), segundo ele uma reunião “elevada”, onde as decisões foram tomadas por consenso.
Consenso também é o que norteia as conversas com o grupo de Pimentel. “Tenho conversado muito com pessoas que apoiam a sua candidatura. Elas têm manifestado um desejo crescente no sentido de que cheguemos a um consenso maduro, democrático, em sintonia com as bases do nosso partido e com outros partidos e forças político-sociais. Há um sentimento de que nós juntos poderemos muito; separados, poderemos pouco.”
Ele afirmou ainda que o Partido está construindo a unidade também com os partidos da base aliada do governo Lula, dentre eles o PMDB, considerado por ele um interlocutor “muito especial”. Mas defendeu que as negociações sejam feitas depois da escolha do nome do PT. “Não é razoável que um Partido com a presença e com a história do PT em Minas e no Brasil não apresente um nome consensual para os outros partidos da base aliada”, ponderou ele.

Confira abaixo os principais pontos da entrevista.

Como estão as costuras políticas para a candidatura ou pelo menos para a junção do Partido nesta disputa em 2010?

Patrus: As conversas dentro do PT estão muito bem. Nós tivemos recentemente uma reunião do Diretório Estadual do Partido, pelas informações que eu tive, uma reunião elevada, as decisões foram tomadas por consenso. O PT em Minas estará unido nas eleições 2010. Nós estamos construindo agora esta unidade. O PT é um Partido vivo, plural, um partido democrático. Só não há debates nas ditaduras ou nos partidos que tem dono. O PT é um partido que não tem dono. Então nós estamos debatendo, mas com a consciência da nossa responsabilidade. Precisamos ganhar o governo, para fazermos em Minas o que fizemos em BH, mudando a história da capital dos mineiros, e aquilo que nós estamos fazendo no Brasil no governo do Presidente Lula com grande participação do nosso Ministério, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, que vem mudando a cara do Brasil com as nossas políticas sociais.

O PT seria o partido da base mais legítimo os para encabeçar a chapa em Minas?

Patrus: É claro que nós estamos buscando a unidade com outros partidos, com os partidos da base de apoio ao presidente Lula. Nesse quadro, o PMDB é um interlocutor muito especial, pelo que o Partido representa em Minas, no Brasil, mas é claro que um partido como o PT deve sentar à mesa de negociações com um candidato. Eu penso que nesse momento o desafio que nós temos no PT é definirmos a candidatura do Partido dos Trabalhadores. Não é razoável que um Partido com a presença e com a história do PT em Minas e no Brasil não apresente um nome consensual para os outros partidos da base aliada. E a partir daí nós vamos conversar com outros nomes colocados por outros partidos para verificarmos quem pode representar melhor em Minas o projeto do governo Lula e contribuir melhor para a eleição da ministra Dilma e também para viabilizar um grande projeto de mudanças e avanços econômicos e sociais em Minas Gerais.

O PMDB defende palanque único no Estado. O PT também vê desta forma?

Patrus: Dentro do PT, pelo que tenho visto, nós temos opiniões diferenciadas, o que é saudável, num partido democrático as pessoas podem ter pensamentos diferentes. Eu particularmente defendo o palanque único. Acho que devemos caminhar nesse sentido. Um palanque único que reflita uma efetiva uma participação bases, dos militantes dos nossos partidos, especialmente do PT. Eu penso que o caminho da unidade é o PT apresentar o seu nome, nome que reflita a história, a militância, as bases do PT, que reflita a presença crescente do PT em Minas e no Brasil. E nós estamos abertos também para considerar outros nomes num diálogo respeitoso e que considere os superiores interesses de Minas e do Brasil. Se não for possível o palanque único, eu penso que nós devemos trabalhar também, como faremos em outros estados do Brasil, como será certamente no Rio Grande do Sul, na Bahia, a ideia de dois palanques. Mas eu pessoalmente prefiro a ideia de um palanque único até porque isso nos possibilita apresentarmos desde logo um projeto de desenvolvimento econômico, social para Minas Gerais. O palanque único possibilita que os partidos tenham já acertado uma compreensão do Estado e um projeto, uma proposta de governo para Minas.

O jornal Folha de S. Paulo trouxe neste final de semana que o presidente Lula teria pedido ao senhor a o ex-prefeito Fernando Pimentel que retirasse a candidatura em nome do ministro Hélio Costa. O senhor confirma esse encontro, esse pedido?

Patrus: Não. Claro que tenho conversado com o presidente Lula. Tenho um grande respeito pela extraordinária liderança do presidente. Nós estamos juntos há mais de 30 anos. Aprendi a conhecer e a respeitar a sua extraordinária intuição política, a sua sensibilidade, a sua liderança. Sou ministro do governo Lula e graças a Deus e à nossa equipe, às pessoas que nos ajudam a fazer um trabalho histórico no Brasil há seis anos. Então é claro que o presidente Lula é uma referência fundamental, como é também o vice-presidente José Alencar. Mas nós também trabalhamos numa linha de afirmar valores, convicções. Eu penso que é importante nós colocarmos uma candidatura do Partido dos Trabalhadores em Minas Gerais.

Como se dará o consenso entre o senhor e as pessoas ligadas ao Pimentel?

Patrus: Um consenso baseado no diálogo. Eu tenho uma relação histórica de amizade com o Fernando Pimentel, tenho conversado muito com pessoas que apoiam a sua candidatura. Elas têm manifestado um desejo crescente no sentido de que cheguemos a um consenso maduro, democrático, em sintonia com as bases do nosso partido, com outros partidos e forças político-sociais com que sempre conversamos em Minas, que estão hoje na base de apoio do nosso governo do presidente Lula. Então há um sentimento de que nós juntos poderemos muito; separados, poderemos pouco.

O senhor já decidiu se sai do Ministério?

Patrus: Sou pré-candidato ao governo de Minas. Esse é meu grande norte, meu grande horizonte neste momento.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Aécio inaugura Castelo 48 vezes mais caro do que Edmar

O governador demo-tucano Aécio Neves inaugurou seu Palácio, com toda pompa, que dá para construir 48 Castelos de Edmar Moreira.
Enquanto o Castelo de Edmar estava avaliado em R$ 25 milhões, o Castelo do governador tucano não sairá por menos do que R$ 1,2 bilhão.
É a maior e mais cara edificação da história de Minas: um majestoso palácio governamental suspenso dentro de um complexo administrativo, projetado pelo arquiteto Oscar Niemeyer.
O governo demo-tucano mineiro diz que fará economia com o novo palácio, pois o estado aluga 59 imóveis em Belo Horizonte para abrigar repartições que se mudarão para o novo prédio. Além disso, serviços poderão ser unificados, como motoboys, refeitórios, motoristas e seguranças.
Por outro lado o novo palácio fica a quilômetros de distância do Centro, e, sem a mesma infra-estrutura de transporte público, gerará gastos com transporte individual e poluição ambiental pelo maior tráfego de carros. Outro efeito preocupante, é o risco de esvaziamento do centro histórico, com degradação, à semelhança do que ocorreu com a cracolândia em São Paulo.
A oposição discorda da prioridade de Aécio em construir palácios: “Essa construção é uma prioridade governamental, mas não é uma prioridade da sociedade mineira”, diz o deputado estadual Adelmo Leão, do PT. “O palácio de R$ 1,2 bilhão é bom para fazer marketing, só que o governo ainda tem muitos problemas: Minas não cumpre com o piso nacional dos professores, não faz concursos e permanece como um dos únicos Estados que não cumprem com o investimento mínimo obrigatório de 12% das receitas na saúde”, afirma.
A Revista Época deu uma força para a candidatura de José Serra (PSDB/SP), e fez uma reportagem sobre a "Disneylândia" de Aécio Neves.

Aécio poderia, pelo menos, ter privatizado a construção do Castelo para o Edmar Moreira. Ficaria muito mais barato aos cofres públicos.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Walfrido e Clésio: “Mensalão mineiro”, denúncia aceita

Demonstrando que ainda existe Justiça em Minas Gerais, Juíza aceita denúncia contra Walfrido dos Mares Guia, Clésio Andrade e outros

A juíza Neide da Silva Martins, titular da 9ª Vara Criminal de Belo Horizonte recebeu parcialmente denúncia para que os acusados do caso que ficou conhecido como “mensalão mineiro” respondam por crimes de peculato e lavagem de dinheiro.
Os fatos narrados na denúncia teriam acontecido durante a campanha de Eduardo Azeredo ao Governo de Minas Gerais, em 1998.
O processo contra Eduardo Azeredo tramitará no Supremo Tribunal Federal (STF), em virtude da prerrogativa de função.
Passam a responder pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro na Justiça Estadual, na 9ª Vara Criminal, 11 dos 14 acusados: Walfrido Silvino Mares Guia Neto, Cláudio Mourão da Silveira, Clésio Soares de Andrade, Marcos Valério Fernandes de Souza, Ramon Hollerbach Cardoso, Cristiano de Melo Paz, Eduardo Pereira Guedes Neto, Fernando Moreira Soares, Lauro Wilson de Lima Filho, Renato Caporali Cordeiro e José Afonso Bicalho Beltrão da Silva.
A magistrada determinou a citação de todos. Deixando de receber a denúncia contra apenas três acusados restantes: Sylvio Romero, Eduardo Mudim e Jair Alonso de Oliveira. Em seu despacho, a juíza Neide Martins, acolhendo parecer do Ministério Público, afirmou não haver “elementos suficientes para sustentar a imputação a eles formulada”.
Em maio de 2009, o relator do processo no STF, ministro Joaquim Barbosa, ordenou o desmembramento do processo, determinando que todos, exceto Eduardo Azeredo, respondessem aos crimes na Justiça Federal de 1ª Instância.
Ocorre que, de acordo com a Constituição Federal, os crimes descritos na denúncia não são da competência da Justiça Federal, o que fez com que aquele juízo declinasse da competência, remetendo os autos para a Justiça Estadual.
A atitude da juíza foi comemorada por parte do Judiciário e do Ministério Público Estadual, que vem lutando contra a subserviência do Poder ao Executivo e Legislativo.

Fonte: Novo Jornal

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Pimentel não será candidato a governador

A entrevista de Fernando Pimentel na Folha de São Paulo é um retrato fidedigno do perfil desta nova liderança: burocrática, previsível, sem emoção, calculista.
Vou comentar algumas de suas pérolas:
1) "Dilma não ficará refém do PT". O que se discute é ela ser refém de Lula e do lulismo. Quem, hoje, é refém do PT? Obviamente que as correntes internas procuram se impor. Mas temos um bom teste neste momento: vejamos se as propostas aprovadas no 4o Congresso se transformarão em programa de governo de Dilma;
2) "O PT não pode ser a política no sentido de 30 anos atrás, quando fundamos o PT". Ele sugere que seja o partido da nova classe média. Ora, esta é a tese do lulismo. Ou seja: repete o que já existe. É como sugerir que o mundo se transforme no que já é. O interessante é que procura dar ares de autoridade e elaboração política. Para tanto, tenta desqualificar quem critica esta inflexão radical do petismo como se fosse passado;
3) "Acho o artigo do (André) Singer extremamente bem posto, mas prematuro". Se é bem posto não é prematuro; ou se é prematuro, não está posto. Típico discurso anódino, que procura manter a polidez na forma e a rejeição no conteúdo.

Uma entrevista que marca claramente o quanto as lideranças petistas mudaram.

Ainda sobre a entrevista de Fernando Pimentel na Folha

De um arguto analista político de BH:

"Ele não fala como candidato a governador. Fala como futuro ministro. Ele respondeu aos ataques da Veja e do Estadão à candidatura Dilma. Não se preocupou com Minas. A conclusão é que ele abandonou a disputa, ainda que fique para negociar e sair no final. Deixará para o Patrus ou tentará a montagem de um palanque único. O fato é que, a julgar pela entrevista, ele não será candidato a governador."

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

TV Alterosa envolvida no escândalo de corrupção em Brasília

Apuração de corrupção no governo do DF acaba envolvendo a TV Alterosa por sua sociedade na TV Brasília com vice-governador Paulo Octávio
O desdobramento da crise instalada com a prisão do governador José Roberto Arruda acabou trazendo desdobramentos que expandem por todo País.
O vice-governador do Distrito Federal (atual governador), Paulo Octávio (DEM), esteve nesta manhã (18) com o presidente Lula na tentativa de evitar sua renúncia e possível intervenção federal.
As investigações, que a princípio aparentavam estar sendo feitas apenas em relação ao governador Arruda, demonstram agora que, ao contrário, estende-se ao vice Paulo Octávio e suas empresas.
Dentre essas empresas, está a TV Brasília que tem sociedade com a TV Alterosa de Belo Horizonte, MG.
A TV Brasília teria recebido milionárias verbas de publicidade do governo do Distrito Federal, sem cumprir as formalidades, além de pertencer ao vive-governador.
Segundo fontes do governo do Distrito Federal, Paulo Octávio teria tentado sensibilizar Lula com a argumentação de que há pouco mais de dois anos a TV Brasília pertencia a um grupo empresarial do qual faria parte um dos filhos do presidente.
Paulo Octávio teria assumido o canal de televisão para desarmar o esquema montado segundo essas mesmas fontes de maneira amadora pelos “companheiros” do filho de Lula.
Na verdade, a contabilidade da TV Brasília, assim como de todas as empresas de Paulo Octávio, estão sendo minuciosamente analisadas.
A Polícia Federal promete para no máximo dentro de uma semana a conclusão e entrega das investigações.
O que extra oficialmente comenta-se é que as transferências de recursos efetuadas pela TV Brasília para seus sócios, inclusive a TV Alterosa, demonstrariam que a mesma funcionou apenas como empresa “repassadora” de recursos.
“Os valores recebidos pela TV Brasília estão muito acima do possível dentro da grade de programação e tabela de preços da emissora”, concluiu.
Fonte: Novo Jornal

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Minas poderá ganhar mais quatro deputados: dois estaduais e dois federais

TSE divulga novos números de vagas para deputados em 2011
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicou, em seu site, a minuta de resolução que define o número de vagas de deputados federais na Câmara dos Deputados e de integrantes das assembléias legislativas nas Eleições 2010. O texto da minuta e um pedido da Assembleia Legislativa do Amazonas, para que fosse redefinido o número de deputados federais, serão discutidos em audiência pública marcada para a próxima quarta-feira (24) no TSE.
Nesta audiência também será discutida a minuta do voto em trânsito para presidente da República nas eleições de outubro.
Pelo texto da minuta resolução, os estados do Rio de Janeiro e da Paraíba perdem duas vagas de deputados federais cada um na próxima legislatura. Rio Grande do Sul, Paraná, Maranhão, Goiás, Pernambuco e Piauí perdem, por sua vez, uma cadeira na Câmara cada um.
O Pará é o estado que mais ganha em vagas, subindo de 17 para 20 deputados federais a partir de 2011. Minas Gerais vem em seguida, com aumento de duas cadeiras em sua bancada. Já Amazonas, Rio Grande do Norte, Ceará, Bahia e Santa Catarina ganham um deputado cada um.
Permanecem inalteradas as representações de São Paulo, Espírito Santo, Alagoas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima.
São Paulo continua a ser o estado com o maior número de deputados federais (70), permanecendo em oito o número de deputados nos estados com menor população.

Consultas e debates

Relator das instruções das Eleições 2010, o ministro Arnaldo Versiani quer, antes de apresentar as minutas de resolução ao plenário do TSE, debater os textos e o pedido da Assembléia Legislativa do Amazonas com representantes dos partidos políticos, Ministério Público, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e demais interessados no assunto.
Após ouvir as sugestões, caso Versiani não altere a minuta e o texto seja aprovado pelo plenário do Tribunal, a resolução que modifica o número de deputados federais de alguns estados provocará também alterações no quantitativo de integrantes nas assembléias legislativas destes estados.
A quantidade de cadeiras nas assembléias legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal é definida a partir do número de deputados federais. Estados com até 12 parlamentares federais podem ter o triplo de deputados estaduais. Depois disso, cada deputado federal equivale a um estadual.

Porque mudar?

As alterações no número de deputados federais por estado visam cumprir a Constituição Federal e Lei Complementar de 1993 que determinam que a quantidade de deputados federais deve ser proporcional à população dos estados e do Distrito Federal.
A Constituição estabelce ainda que se façam os ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhum estado tenha menos de oito ou mais de setenta deputados federais.
Para se adequar a essas exigências constitucionais e atualizar os quantitativos de deputados federais para a próxima legislatura, o TSE tomou como base a estimativa populacional do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), atualizada em 1º de julho de 2009. A última mudança na representação de um estado na Câmara dos Deputados ocorreu em 1994, com o aumento da bancada de São Paulo para 70 parlamentares.
A Assembléia Legislativa do Amazonas se baseou justamente no dispositivo constitucional e na lei complementar para solicitar ao Tribunal a redefinição do número de deputados federais nas eleições deste ano.
Pelo calendário eleitoral, todas as resoluções das Eleições 2010 devem estar aprovadas pelo plenário do Tribunal até 5 de março.

Novos números

Pela minuta, o número de representantes dos estados e do Distrito Federal na Câmara dos Deputados se mantém em 513, assim distribuídos: São Paulo (70), Minas Gerais (55), Rio de Janeiro (44), Bahia (40), Rio Grande do Sul (30), Paraná (29), Pernambuco (24), Ceará (23), Pará (20), Maranhão (17), Santa Catarina (17), Goiás (16), Paraíba (10), Espírito Santo (10), Piauí (9), Alagoas (9), Rio Grande do Norte (9), Amazonas (9), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima, todos esses com oito deputados cada um.

As assembléias legislativas e a Câmara Legislativa do Distrito Federal terão um total de 1.057 parlamentares, assim distribuídos: São Paulo (94), Minas Gerais (79), Rio de Janeiro (68), Bahia (64), Rio Grande do Sul (54), Paraná (53), Pernambuco (48), Ceará (47), Pará (44), Maranhão (41), Santa Catarina (41), Goiás (40), Paraíba (30), Espírito Santo (30), Piauí (27), Alagoas (27), Rio Grande do Norte (27), Amazonas (27), Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal, Sergipe, Rondônia, Tocantins, Acre, Amapá e Roraima, todos esses com 24 deputados estaduais ou distritais cada um.

Fonte: TSE

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Pesquisa: José Alencar lidera com folga em Minas

Caso o vice-presidente da República, José Alencar (PRB), aceite representar os partidos da base aliada do presidente Lula (PT) na corrida pela sucessão do Palácio da Liberdade, ele aparece como favorito já na primeira pesquisa em que seu nome figura na lista.
Pelo menos é o que aponta a pesquisa Sensus, realizada entre os dias 7 e 11 deste mês, divulgada com exclusividade pelo HOJE EM DIA. Sem a sua candidatura, o ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB), mantém a liderança folgada sobre os demais concorrentes.
Foi a primeira vez que o nome do vice-presidente foi colocado, de forma estimulada, numa pesquisa sobre a sucessão do governador Aécio Neves (PSDB). No confronto com o pré-candidato tucano ao Governo, o vice-governador Antonio Anastasia, o nome de José Alencar aparece com 39,9% das intenções de voto. Anastasia tem 19% e o pré-candidato do PV, o deputado federal José Fernando Aparecido de Oliveira, que também aparece pela primeira vez, conta com 6,1%. Brancos e nulos somam 35,1%.

Na ausência do nome do pré-candidato tucano ao Governo mineiro, Alencar aparece com 39,4% no confronto com o ex-presidente Itamar Franco (PPS) e com José Fernando Aparecido de Oliveira. Itamar Franco, que chegou a ser colocado como candidato ao Governo do Estado, tem 22,2%. Já o pré-candidato do PV aparece com 4,7%. Neste cenário, brancos e nulos somam 33,7%.

“A pesquisa mostra uma indefinição muito grande. As rejeições são baixas, e isso mostra que o jogo político está aberto”, disse o diretor do Instituto Sensus, Ricardo Guedes.
Em nenhum momento, as pré-candidaturas de Alencar e de Hélio Costa foram confrontadas, considerando que um ou outro seria o candidato da base governista. A pesquisa Sensus também considerou outros dois cenários sem a presença do nome do vice-presidente. Em ambos os casos, o nome do ministro Hélio Costa lidera.
Na disputa com o ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel (PT) e Antonio Anastasia, Costa aparece com 38,3%. Pimentel vem em segundo, com 24,1%, e Anastasia, com 12,6%, em terceiro. Brancos e nulos somam 25,0%. O vice-governador não aparece na liderança em nenhum cenário. “A questão da transferência de votos do governador para o vice é muito delicada”, analisou Guedes.
No cenário com os nomes do ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias (PT) e Anastasia, o nome de Hélio Costa lidera com 40,7%. Patrus vem em seguida, com 18,8%, e Anastasia com 14,4%. Brancos e nulos somam 26,1%.
Num cenário sem Alencar e sem Hélio Costa, o nome de Patrus Ananias lidera a disputa com Anastasia e com o presidente da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), Clésio Andrade (PR). Patrus aparece com 30,3% das intenções de voto contra 20,7% de Anastasia e 8,9% de Andrade. Brancos e nulos são 40,2%.
Na corrida pelas duas vagas de Minas ao Senado, o nome do governador Aécio Neves lidera, na espontânea, com 7,2%; contra 2,6% de Alencar; 1,7% de Costa; 1,4% de Patrus; 1,1% de Itamar; 0,7% de Anastasia; e 0,7 de Pimentel. Brancos e nulos somam 83,6%.
Na estimulada, Aécio teria 37,7% na média das intenções recebidas (68,7% no primeiro voto; e 6,7% no segundo); Hélio Costa, média de 29%; Itamar, de 24%, Patrus, de 21,6%; Clésio Andrade, de 11,1%. Os números variam de acordo com os cenários. O eleitor poderá votar em dois candidatos ao Senado, que terá duas vagas. O nome de Alencar não foi avaliado, na estimulada, para o Senado.
Publicado no Jornal Hoje em Dia, do dia 19 de fevereiro de 2010

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Estado de Minas demite fotógrafo por ser blogueiro

Se tem uma coisa que mineiro preza muito é a liberdade. Deve ser por isso que os poderosos a temem tanto. A direção do jornal Estado de Minas deu mais um exemplo de cerceamento a liberdade de expressão nesta terça-feira (8). Demitiu por “justa causa” um dos seus melhores profissionais, o jornalista fotográfico Emmanuel Pinheiro, apenas por ele ter um blog e ter postado um comentário analisando a capa do jornal e comparando-a com a do concorrente.
“Trabalhei no jornal por 7 anos e dediquei minha vida a este jornal. Ganhei vários prêmios (Esso Regional, prêmios da AMB e outros) e sempre cumpri com minhas obrigações no jornal. Mas ontem fui demitido por Justa Causa. Na carta de demissão que recebi, sem nenhuma conversa anterior estava escrito: motivo demissão por justa causa por falta grave”, desabafa Emmanuel.
O jornalista conta o fato que ocasionou a demissão foi ele possuir um blog “onde conto desde as festas de aniversário de minha família, coisas sobre fotojornalismo e opiniões sobre os jornais locais (todos) incluindo o Jornal Estado de Minas, onde trabalhava”, explica Emmanuel, que diz também que nunca publicou “ofensas pessoais e falta de respeito como alegaram numa conversa na hora da demissão”.



Quem visitar o blog, pode identificar um dos posts que mais trouxe irritação aos diretores do jornal. Na última visita que Lula fez a Juiz de Fora, Emmanuel fez uma excelente foto do presidente junto a ministra Dilma. Emmanuel no seu blog argumenta que ela tinha tudo para ser a capa do jornal do dia seguinte. Mas o jornal fez outra opção, ao contrário do concorrente jornal O Tempo, que estampou a mesma foto na primeira página.
Emmanuel considera que o que aconteceu foi cerceamento do pensamento e a volta da censura “em tempos de liberdade calaram minha boca e carimbaram uma justa causa nas minhas costas como um gado marcado”. Sou antes de tudo um ser que pensa, que questiona e que critica. Não sou um ladrão ou criminoso”.
A atitude arbitrária foi duramente criticada na reunião da diretoria do Sindicato dos Jornalistas de Minas, na última terça-feira (9). Os diretores prestaram total solidariedade ao fotógrafo e estão agindo junto à assessoria jurídica para tomas as medidas cabíveis para proteger os seus direitos.
Outra entidade que prestou solidariedade foi a Federação Nacional dos Jornalistas. Seu presidente, Sérgio Murilo, disse que apesar de já ter visto muitos absurdos, as empresas sempre nos surpreendem nas formas de desrespeito aos direitos elementares dos trabalhadores. “Creio que a tese da demissão por justa causa é insustentável”, defende Murilo
O episódio mostrou mais uma vez como a liberdade de imprensa é tratada em Minas.
Justamente os veículos que sempre se arvoram de defensores destes princípios, como o Estado de Minas, são os mais repressores e autoritários. “Pensar por essas bandas aqui é perigoso. Isso vai se tornar minha luta, posso ficar sem nada, mas vou recuperar minha dignidade perdida”, conclui Emmanuel Pinheiro.
O endereço do blog de Emmanuel é: http://www.pinheironafoto.blogspot.com/

De Belo Horizonte,
Kerison Lopes

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Alencar aceita ser vice de Patrus em Minas

Na solenidade ocorrida no PT mineiro de homenagem do vice-presidente José Alencar (PRB) como “militante honorário” da legenda, o vice manifestou simpatia em ter como parceiro de palanque o ministro Patrus Ananias (PT). Alencar declarou que “ao lado de Patrus, como seu vice, eu toparia qualquer coisa”. Antes disso, o próprio Patrus teria dito: “Por onde você for, mestre, quero ser seu par”.
Uma chapa Patrus-Alencar, com Hélio Costa (PMDB) para o Senado, seria o melhor palanque para a candidata Dilma em Minas Gerais. O grupo ligado ao ex-prefeito Fernando Pimentel não ficará satisfeita, mas suas atitudes não desagradaram apenas parte substancial do PT, mas também a maioria dos aliados do governo federal no Estado. É preciso unificar a base, e a dupla Patrus-Alencar, ou vice-versa, é que mais agrega e unifica o palanque de Dilma em Minas.
É fato que o PMDB gostaria de ocupar a cabeça de chapa, com Hélio Costa, mas é Patrus e Alencar os postulantes que mais agregam. Candidatura não pode ser apenas vontade pessoal, mas capacidade de somar alianças com diversos setores da sociedade e amplo leque de partidos. É nisso que Pimentel e Hélio Costa esbarram. É importante que o candidato seja escolhido, pois a candidatura do Partido da Liberdade, ou seja, de Aécio Neves (PSDB), o vice Antônio Anastasia (PSDB), já está na rua.
Ressalte-se, ainda, o potencial de crescimento da candidatura de Patrus Ananias. Por ser o ministro responsável pelo programa de maior sucesso do governo Lula, o Bolsa Família, Patrus apresenta uma candidatura com elevada capacidade de crescimento. Em pesquisa recente, quando associado ao Bolsa Família, Patrus obtém crescimento de 136% nas intenções de voto. Tendo como vice uma figura da grandeza de José Alencar (PRB), além do apoio do PMDB, essa candidatura tem força para representar em Minas um projeto de mudança.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Sind-UTE promove manifestação em Montes Claros

Cumprindo a definição do Conselho Geral do Sind-UTE, de caça ao governo, a subsede de Montes Claros juntamente com os servidores da saúde organizaram um protesto pelo PISO durante a visita do governador Aécio e do seu vice, no dia 09 de fevereiro. Com algumas faixas, os trabalhadores da educação e da saúde foram acompanhados de perto pela policia militar, por um cordão de isolamento. A manifestação ocorreu quando da chegada da comitiva do governador.
Os servidores manifestaram aos gritos de “FORA AÉCIO”, numa alusão ao seu desligamento do governo do Estado, enquanto pessoas pagas por políticos da região aplaudiam o governador. O intuito dos servidores era chamar a atenção para suas reivindicações, entre elas o pagamento imediato do Piso de R$ 1.312,85 para jornada de 24 horas.

Piso Salarial Profissional Nacional é de R$ 1.312,85, mas Minas Gerais paga R$ 336,25
A interpretação se baseia nos seguintes aspectos das leis do Piso e do Fundeb:

1. O art. 5º da Lei 11.738 diz que: “O piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica será atualizado, anualmente, no mês de janeiro, a partir do ano de 2009”.
2. Já o parágrafo único dispõe que: “A atualização de que trata o caput deste artigo será calculada utilizando-se o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, definido nacionalmente, nos termos da Lei no 11.494, de 20 de junho de 2007”.
3. E em relação à jornada, o 4º parágrafo do artigo 2º diz: “Na composição da jornada de trabalho, observar-se-á o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos”.
As redações acima dão conta, inabalavelmente, de que o Piso e a Jornada são componentes da Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), devendo sua previsão de pagamento estar contemplada no valor anual.
Colaboração: Janete Soares de Oliveira

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Asneiras de Pimentécio são criticadas por Gleber

Em entrevista recente ao jornalista Lício Braga, o ex-prefeito de BH, Fernando Pimentel(PT), tem como principal argumento na defesa de sua candidatura ao governo, a tese de que o eleitor de Minas quer dar continuidade ao modelo de convivência com o PSDB mineiro, que resultou na vitória de Márcio Lacerda(PSB) em 2008 para prefeito de BH.

Cita as duas vitórias de Lula à presidência e Aécio ao governo em 2002 e 2006, e as trocas de gentilezas entre ambos para conceituar "modelo de convivência".
O ex-prefeito se coloca como tendo o melhor perfil, aquele que fará boa gestão aliado às determinantes sociais de Minas.
Caracteriza, indiretamente, Patrus como a radicalização e o discurso ideológico dos partidos de esquerda, o Ministro Hélio Costa como sendo indefinido e Anastasia como mero gestor, strictus sensus.

Esta leitura quase levou à derrota de Lula para Alckmin em BH nas eleições de 2006, tirou o PT do comando da prefeitura da capital e dividiu o partido ao meio, como demonstrou o PED.
O ex-prefeito se auto-proclama o candidato daqueles que têm maturidade e juízo, "se quiserem vencer as eleições".
Diferente disso, segundo ele, é só marcar posição. Afirma que unidade pra valer só em torno dele, pois se não for o escolhido não será candidato a absolutamente nada. E se propõe "cuidar" da Campanha da Ministra Dilma.

Ao mesmo tempo, elogia a capacidade de Anastasia, do qual se revela amigo, e cita como virtude o fato de ter sido do governo FHC, portando grande bagagem administrativa.

Pergunta: Se é para eleger um modelo de continuidade da “convivência”, será que o eleitor não preferirá o original, defendido pelo governador Aécio? Ou será que o ex-prefeito, ao dizer que "no futuro os adversários poderão também ser aliados", tem a expectativa de fazer uma aliança com os tucanos em Minas nestas eleições?

Numa coisa tem razão, a base aliada unida pode vencer as eleições para o governo do estado e ser decisiva para a vitória nacional da Ministra Dilma.

Sobre o melhor candidato, agora fico mais convicto ainda: O melhor perfil para eleger a Ministra Dilma, vencer a disputa estadual e implantar um verdadeiro governo democrático e popular em Minas é o do Ministro Patrus Ananias.
Patrus, com sua mineiridade, histórico e carisma nos emociona a todos ao vislumbrar realizar em Minas aquilo que o Presidente Lula está fazendo no Brasil.
E isto é muito diferente do que faz o atual governador tucano.
Minas precisa de um programa - e de um governo - que realize as mudanças sociais, econômicas e culturais que Minas ainda não viu no período de redemocratização do país.

Não é um mero programa de compatibilização, é de mudança mesmo. Outra coisa é discurso de “marqueteiro”, que desconhece a força transformadora dos movimentos sociais e da cidadania mineira que se robusteceram durante os 8 anos do governo Lula.

Portanto, em respeito às opiniões do ex-prefeito de BH e pré- candidato ao governo, é fundamental que a militância do PT se posicione, escolhendo o candidato do Partido.
A prévia é a solução democrática, que pode fortalecer o PT na disputa, se feita de forma transparente, com manifestação livre dos filiados e com o compromisso de todas as lideranças de se engajarem na Campanha daquele que for legitimamente escolhido pelas bases.

Evidente que a candidatura do Vice-Presidente José Alencar tanto ao governo como ao Senado e a pré-candidatura do Ministro Hélio Costa precisam ser consideradas à altura na montagem do palanque em Minas.


Gleber Naime - Secretário Nacional de Comunicação do PT

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Aécio assume candidatura ao Senado e critica PSDB

4-2-2010
O governador Aécio Neves (PSDB) disse nesta quinta-feira que tomou a decisão de ser candidato ao Senado por Minas Gerais. Foi a primeira vez, desde que desistiu da pré-candidatura à Presidência da República, que ele disse abertamente que concorrerá ao Senado. Das vezes anteriores, ele apenas admitia a possibilidade de se candidatar.
"Quem faz vida pública não conduz o seu próprio destino. Estarei à disposição do Brasil, mas a partir de Minas, e hoje meu caminho é uma candidatura ao Senado. Não saí da disputa presidencial esperando um retorno", afirmou o governador, esquivando-se da candidatura a vice de Serra.

Ao anunciar sua decisão, ele deixou claro que não saiu contente da disputa presidencial. Para Aécio, faltou "empenho" do PSDB pela sua pré-candidatura. "Infelizmente não houve, por parte do meu partido, a mobilização necessária para que essa alternativa fosse discutida e eu, para não criar um conflito maior no partido, optei por voltar-me para Minas", afirmou o governador.

Nesta semana, na cidade de Frutal, ele também reclamou: "Apresentei, a partir do ano passado, uma alternativa talvez mais agregadora, uma alternativa com um olhar muito mais no futuro do que numa disputa de vaidades, entre quem fez mais e quem fez menos. O meu partido optou por uma outra direção, não criou um fórum para essa decisão", disse.

De acordo com o governador mineiro, a sua proposta para o PSDB seria de uma convergência maior com o reconhecimento dos avanços apresentados durante o governo de Fernando Henrique Cardoso e que foram supostamente continuados pela gestão de Luiz Inácio Lula da Silva. "Acho que o Brasil precisa olhar para frente. Acho perigosa essa eleição plebiscitária que querem fazer - quem foi melhor, A ou B. O momento é outro. Os desafios são outros. Cada um fez ao seu tempo o que podia fazer", disse.

O Tempo

domingo, 31 de janeiro de 2010

HORIZONTE CONTURBADO

Por Geraldo Elísio

“Duvide, pergunte, certifique-se e resolva. Nessa ordem.” – Cardeal Mazarino

As contradições e indefinições do quadro sucessório de Minas Gerais têm trazido uma forte dose de apreensão aos políticos do Estado, principalmente para os deputados federais e estaduais.
Eles sabem que não estão bem em termos de opinião pública. Não têm um cartel de realizações favoráveis ao povo. Sabem que são submissos e destituídos de carisma (obviamente, ressalvadas as exceções). Sabem, enfim, “que não estão bem na fita” e que as eleições custarão muito caro, num momento pouco propício a investimento dessa natureza, no ciclo vicioso criado por eles próprios ao transformar a atividade em balcão de negócios, diante da inexistência de vocações de verdade e talento. Para se fazer negócio, é fundamental o dinheiro e aí também prevalece a lei de mercado. A lei da oferta e da procura, o maior mal que está sendo causado às gerações futuras.
Contavam eles com a possibilidade de Aécio Neves se candidatar à sucessão do presidente Lula. Viram tal expectativa se dissipar. Alguns ainda sonham com a possibilidade do governador aceitar ser o candidato a vice de José Serra. Mas lhes falta certeza, principalmente diante das reiteradas declarações de Neves ao negar essa possibilidade, mesmo dando ênfase a que somente a morte é irreversível.
Apesar de alguns esforços, o vice Antonio Anastasia não é visto como “puxador” de votos e sim como alguém que tem de ser “arrastado”, um “andor pesado para carregar”, no jargão dos políticos mineiros mais antigos.
Da mesma forma, a indefinição no âmbito do PT mineiro assusta. Quem será o candidato? Pimentel, que sofre restrições do PMDB, eventual primeiro aliado? O ministro Patrus Ananias, preferido do PMDB, porém hostilizado pelo grupo de Pimentel? Ou o vice José Alencar, último nome incluído no páreo? Incógnitas! E o peemedebista Hélio Costa, também ministro de Lula que tem nesta, segundo alguns observadores, a sua última chance de chegar ao Palácio da Liberdade? Outra incógnita!
E o tempo, indiferente a tudo, passando sem se importar com ninguém enquanto os prazos legais vão se esgotando e as eleições se aproximando rapidamente, dentro de um contexto econômico modelo Denorex, ou seja, parece (bom), mas não é. Vale repetir que em países de terceiro mundo ou em vias de desenvolvimento uma eleição pode muito bem ser resolvida em função de um pacote de biscoito que o cidadão comum possa ou não comprar no fim do mês para renovar o estoque de alimentos de sua casa.
Itamar Franco, candidato de Aécio para fazer frente aos demais? Negativo! O (galã do Paraibuna ou fantasma da rua Helfeld) já anunciou que disputará o Senado. E o candidato petista, alguns esperam que isso ocorra por obra e graça de Lula. Em termos do Partido dos Trabalhadores, é claro que assim será. Afinal, quem tem disposição de enfrentar o primeiro companheiro? Mas em termos de PMDB e outros aliados? As coisas serão certamente mais complicadas. Qual será o preço?
E as duas vagas para o Senado? Mesmo em se tratando de duas vagas “a fruta é pouca e os macacos são muitos”. Eduardo Azeredo, do PSDB, já é dito abertamente, será candidato a deputado federal. Sendo assim, passará à condição de “rival” e não “puxará” votos. Dependendo das composições que não saem do campo das especulações, são potenciais candidatos (pois irreversível, só a morte), Aécio Neves, José Alencar, Patrus Ananias, Fernando Pimentel, Hélio Costa (que tem preferência por este cargo) e mesmo o deputado estadual Wellington Prado que, acena quase diariamente com essa pretensão. Itamar já é candidato.
Todo esse grupo tem o seu futuro, de uma forma ou de outra, resolvido, porém aos deputados federais e estaduais de Minas o cenário afigura-se sombrio. Afinal, eles se embaralharam nas próprias pernas.
Este espaço é permanentemente aberto ao democrático direito de resposta a todas as pessoas e instituições aqui citadas.

Geraldo Elísio escreve no "Novo Jornal". Prêmio Esso Regional de jornalismo, passado e presente embasam as suas análises E-mail: geraldo.elisio@novojornal.com
Fonte: Novo Jornal

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Governo Aécio ameaça a construção de mil moradias populares

O governo de Minas Gerais se recusa a conceder isenção e descontos de 80% e 90% nas taxas de registro de imóvel, previstos no programa Minha Casa Minha Vida do governo federal, e põe em risco a construção de 1.000 moradias adquiridas pela população de baixa renda em Belo Horizonte. Desde o início desta semana os cartórios da capital mineira se negam a protocolar os registros imobiliários alegando que não podem conceder os descontos porque a receita estadual continua exigindo o repasse das taxas que lhe cabem na operação. “Se dermos os benefícios seremos punidos pela fiscalização tributária que ainda cobra dos cartórios o repasse das taxas estaduais que representam, em média, 34% do valor do registro”, diz o oficial do cartório do 4° ofício em Belo Horizonte, Eugênio Klein Dutra.

Sem o registro dos imóveis e impedidas de receber da Caixa Econômica Federal os recursos que financiam o programa, as construtoras ameaçam paralisar as obras. De acordo com o vice-presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon-MG), Geraldo Jardim Linhares, a intransigência do governo de Minas será responsável pela demissão de aproximadamente 1.200 operários que hoje trabalham na construção de quinze edifícios para atender à demanda do programa Minha Casa Minha Vida. “Já nos reunimos com secretários de Estado e com o vice-governador Antônio Augusto Anastasia que nos prometeu uma solução para esse impasse. Infelizmente nada foi feito”, lamenta o presidente.

Enquanto o governo insiste em não permitir a isenção e os descontos para a população de baixa renda, a funcionária pública Ester Oliveira Bruno está, desde o início de janeiro, tentando registrar o imóvel que comprou pelo programa de moradias do governo federal. “O salário que recebo me dá o direito à isenção nas taxas de cartório. Desde novembro tento registrar o imóvel, mas não consigo. Quando aderi ao programa não imaginava que o governo do estado pudesse exigir a cobrança das taxas”, lamenta

Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo

Ontem, 28 de janeiro foi celebrado o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, data criada em 2009 em homenagem aos Auditores Fiscais do Trabalho Erastóstenes de Almeida Gonsalves, João Batista Soares Lage e Nelson José da Silva, e o motorista Ailton Pereira de Oliveira, assassinados em 28 de janeiro de 2004, durante vistoria a fazendas na zona rural de Unaí, Minas Gerais.

Protesto lembra impunidade da chacina de Unaí

Cerca de 120 pessoas participaram ontem (28) de uma manifestação contra o trabalho escravo frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), relembrou os seis anos de impunidade da chacina de Unaí (MG).

I Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Escravo

As Procuradorias Regionais do Trabalho da 2ª Região/São Paulo e 15ª Região/Campinas, o Ministério do Trabalho e Emprego e a Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça, promovem o "I Fórum Estadual de Combate ao Trabalho Escravo", em São Paulo, que ocorrerá nos dias 28 e 29, no auditório da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego de São Paulo.
Na ocasião, os participantes poderão esclarecer dúvidas sobre a exploração da mão de obra estrangeira no ramo das confecções do Estado.
Justamente nesta semana, em que celebra o combate ao trabalho escravo, a polícia do estado, comandada pelo governador José Serra (PSDB/SP), perseguiu e prendeu 9 trabalhadores sem-terra na região de Bauru, numa operação carregada de conotação de perseguição política. Melhor faria se usasse o efetivo policial para investigar denúncias de exploração do trabalho escravo.

MPF participa de reunião solene em combate ao trabalho escravo no Tocantins

Na terra da senadora demoruralista Katia Abreu (que, obviamente, não esteve presente), a Comissão de Erradicação do Trabalho Escravo do Estado do Tocantins (Coetrae) realiza reunião solene, a partir das 18h30, no Palácio Araguaia, em Palmas.
Na ocasião, o governador Carlos Henrique Gaguim deverá assumir o protocolo de intenções, garantindo a implementação do Plano Estadual de Combate ao Trabalho Escravo. O evento contará com a presença da procuradora regional dos Direitos do Cidadão, Ludmila Ribeiro.
Diversas outras atividades ligadas ao tema ocorrem nestes dias por todo o Brasil.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Lula e Dilma garantem: BR 367 será asfaltada com verbas do PAC


O presidente Lula autorizou a inclusão da pavimentação da BR 367 no PAC – Programa de Aceleração do Crescimento. Neste 19/01, em Jenipapo de Minas, na inauguração da Barragem do Setúbal, coube à Ministra Dilma Roussef informar que o Governo Federal fará o asfaltamento de dois trechos da BR 367: Minas Novas-Chapada do Norte-Berilo-Virgem da Lapa, no Médio Jequitinhonha, e Almenara-Jacinto-Salto da Divisa-Itagimirim (BA), no Baixo Jequitinhonha. São cerca de 120 quilômetros.

Dando resposta à oposição que prometeu acabar com o programas do Governo Lula, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff defendeu o Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), diante da platéia de 3 mil pessoas no Vale do Jequitinhonha.
Ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que a acompanhava e a deixou à vontade, ela atendeu ao apelo que havia sido feito minutos antes pelo prefeito Márlio Geraldo Costa (PDT), de Jenipapo de Minas, que falou em nome dos prefeitos do Vale do Jequitinhonha que reivindicam esta importante obra para o desenvolvimento regional.
Dilma prometeu imediata liberação de verbas federais para asfaltar dois trechos da BR-367, rodovia que corta todo o Vale do Jequitinhonha e vai até a Bahia.

Empolgação de Dilma e do Vale
Quando anunciou o asfaltamento houve uma explosão de alegria na platéia. O anúncio foi mais aplaudido do que a inauguração da Barragem.
Quando assumiu o compromisso de arrumar dinheiro para cobrir de asfalto a estrada de terra, Dilma empolgou-se.


"Aqui temos prefeitos e prefeitas que sabem que o PAC é uma obra concreta. Aí eu queria aproveitar e dar uma notícia para vocês. Há pouco o presidente determinou. Nós ligamos para o DNIT e o presidente decidiu que vamos agora prometer mais uma obra. Que nós iremos cumprir, o asfaltamento dos dois trechos da BR 367. Será novamente uma obra do PAC. O PAC é isso. Nós cumprimos o que prometemos”.
Defesa do PAC
Assegurou que ao governo que serve não interessa favorecer esse ou aquele partido. "Nós do PAC temos um princípio: levar para onde haja Brasil e brasileiros investimentos para fazer esse país avançar e crescer sem olhar filiação partidária, se o prefeito ou o governador é a favor ou contra, se faz oposição ou não”, finalizou a Ministra Dilma, que é pré-candidata a Presidente da República.

Fonte: Blog do Banu

domingo, 17 de janeiro de 2010

PHA: Almoço na casa de FHC era para almoçar Aécio. Não deu certo


Os amigos navegantes do Conversa Afiada se lembram de um almoço recente no Condado de Higienópolis, em São Paulo, que lançou Zé Alagão (José Serra) candidato a presidente.

Por Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada
Clique aqui para ler “Tucanos almoçam na casa de FHC para lançar Serra. Não tinha um único pobre”.

Acontece que havia, sim, um pobre.
Um pobre que se instala no meridiano que passa por Uberaba e captou a secreta essência daquele almoço.
O almoço foi a última tentativa de Zé Alagão (pelas mãos do médium Fernando Henrique Cardoso) de convencer Aécio a ser vice de Serra.
FHC, o deputado Sérgio Guerra e o Tasso “tenho jatinho porque posso” Jereissati fizeram a corrente pró-Serra.
Insistiram. Insistiram. Insistiram.
O argumento final, aquele que seria a “bala de prata”, foi dramático.
Zé Alagão está abatido, deprimido, não dorme.
Com sintomas claros de bipolaridade, ou seja, um distúrbio cuja principal característica é uma acentuada oscilação do humor, com alternância entre fases de grande euforia e intensa tristeza (fases mais longas).
Os comensais quase foram às lágrimas.
Coitadinho.
Só o Dr. Freud resolve isso.
Ou o Aécio.
Os três queriam que Aécio se tornasse a Ana Neri do Serra: seja vice e salve o rapaz!
Aécio foi claro: não!
Já que a chapa dos sonhos do Zé Alagão – Serra/Aécio – não vingou, era preciso dar umas desculpas esfarrapadas ao PiG (*) provincial.
Tasso “tenho jatinho” anunciou: “acabou !” – o PSDB tem candidato, o Serra.
E o Farol de Alexandria (Fernando Henrique Cardoso) comunicou que o deputado Sérgio Guerra, presidente dos tucanos, vai sair por aí, em busca de palanque para o rapaz triste.
O que se conclui do ágape azedo é que Aécio não vai poder dizer que não apoia o Serra.
Isso seria um erro político.
Mas, Aécio pode “cristianizar” o Zé Alagão em Minas.
Aécio vai se concentrar em Minas.
E lavar as mãos, se Serra for candidato a presidente.
Em Minas, se não ganhar com Anastásia para governador, Aécio não vai apoiar Hélio Costa.
É bom não esquecer que, numa certa campanha para governador de Minas, Helio Garcia vs Hélio Costa, surgiu um slogan muito interessante: “é melhor o Hélio Garcia do que o Hélio da CIA”.

Em tempo: Helio Garcia ganhou. Helio Garcia tinha sido vice-governador de Tancredo Neves.


Fonte: Portal Vermelho Foto charge: Mídia Independente

Lula e Dilma voltam a Minas para inauguração


Presidente e ministra inauguram Barragem de Setúbal, em Jenipabo de Minas

Carlos Alberto Cândido - Jornal Hoje em Dia

A inauguração da Barragem de Setúbal pelo presidente Lula, na próxima terça-feira (19), será a redenção do pequeno município de Jenipapo de Minas, afirmou nesta sexta-feira (15) o prefeito Márlio Geraldo Costa (PDT).
A visita abre a série de viagens que Lula deverá fazer a Minas neste ano em companhia da ministra Dilma Rousseff, pré-candidata do PT a presidente da República. Além da Barragem de Setúbal, eles inaugurarão um Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) em Araçuaí, e reinaugurarão a Usina Termelétrica de Juiz de Fora, também no dia 19.
Localizado no Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais pobres do país, Jenipapo sofre com escassez de água e a migração sistemática de mão de obra masculina adulta para trabalhar no corte de cana de açúcar em São Paulo e Mato Grosso. A obra, que faz parte do PAC e custou R$ 160 milhões, pretende resolver o problema da água, com a perenização do Rio Setúbal.
“O Vale não é mais o Vale da Miséria, é o Vale da Esperança”, proclama o prefeito Márlio. “Graças a Deus e a dois estadistas, o presidente Lula e o governador Aécio Neves, o Vale do Jequitinhonha será tão rico quanto as outras regiões de Minas.”
A obra chegou a ocupar mais de mil trabalhadores. Trata-se também da reparação de uma dívida social com o povo do município, segundo o prefeito. A Barragem de Setúbal é uma das muitas barragens que a Cemig começou a construir na década de 1980 e abandonou. O que tinha sido feito foi dinamitado. “Essa era uma mágoa muito grande que a gente tinha”, conta Márlio.
A barragem original ia produzir energia elétrica, a atual vai apenas regularizar o rio, mas, segundo prefeito, isso é o mais importante. É que junto com a barragem estão sendo elaborados diversos projetos de desenvolvimento social, com participação do Governo do Estado, destinados a famílias da cidade. Além disso, foram construídas duas agrovilas para assentamento das famílias ribeirinhas, uma em Jenipapo e outra no município vizinho de Chapada do Norte.
O prefeito também elogia o Programa Bolsa Família, do Governo federal, que beneficia 740 famílias em Jenipapo, com pagamentos mensais que vão de R$ 115 a R$ 145. “Aqui, isso faz uma diferença muito grande”, ressalta. Técnico em gestão pública, que estreou na política na eleição de 2008, Márlio faz questão de dizer que é continuador da obra do ex-prefeito Edson Figueiró, do PSDB, depois que este cumpriu dois mandados consecutivos.
O presidente Lula deverá desembarcar às 10 horas no Aeroporto de Araçuaí, distante 53 quilômetros de Jenipapo, e seguirá direto para uma visita técnica à Barragem de Setúbal. Em seguida, visitará a Agrovila Monte Alegre. Às 11 horas, deverá subir no palanque para discursar. Depois voltará a Araçuaí, onde inaugurará um Cefet.
De lá, o presidente Lula voará para Juiz de Fora. Na Zona da Mata, em companhia ainda do presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, Lula e Dilma reinauguram a UTE Juiz de Fora, que foi convertida para operar com etanol. A usina é a primeira termelétrica do mundo a usar o combustível renovável para geração de energia elétrica. Ela está operando em fase de testes desde 31 de dezembro e tem capacidade instalada de 87 MW.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

45 prefeitos mineiros foram cassados em 2009


Dados do TRE/MG indicam que Minas Gerais bateu recorde de cassações de prefeitos. Foram 45 eleitos em 2008 que foram cassados em 2009. Do total de municípios atingidos, 12 tiveram novas eleições e 7 são administrados pelo presidente da Câmara Municipal. Outro 5 municípios são administrados pelo segundo colocado nas eleições de 2008. 16 prefeitos continuam no cargo, aguardando recurso.
Alguma Poliana poderia dizer que é algo normal, já que MG possui 853 municípios. Mas o TRE joga por terra este argumento: após as eleições de 2004 foram realizadas apenas duas eleições extemporâneas no ano seguinte; e entre 2005 e 2008 foram apenas oito.

domingo, 10 de janeiro de 2010

PT e PMDB mineiro prestes a sofrerem intervenção


Crise instalada nas duas legendas coloca em risco aliança necessária para viabilizar eleição de candidatura a presidente pelo PT

Já está decidido em nível nacional que se os diretórios estaduais do PT e PMDB não encontrarem um saída para o impasse interno criado entre as correntes que disputaram as últimas eleições para direção partidária, até o final de janeiro haverá intervenção nas duas legendas.

A briga patrocinada pelo PSDB no PT e PMDB tornou praticamente impossível a conciliação dos interesses em jogo.

Com a decisão do governador Aécio Neves e do vice-presidente José Alencar em disputarem uma vaga no Senado, praticamente encerrou-se a eleição para o preenchimento das duas vagas para o cargo, ficando centralizada a disputa apenas para o cargo de governador de Minas.

Nesse caso, é bem possível que o governador Aécio Neves, percebendo a fragilidade do candidato de seu partido, o vice-governador Anastasia, passe a colocar suas fichas na candidatura de Itamar Franco, oferecendo ao PMDB uma vaga de vice e deixando o PT sem a aliança que viabilizaria o palanque para a candidatura de Dilma no estado.

Esse quadro obrigaria o PT a recompor suas antigas alianças com o PCdoB e outros partidos, excluindo, é lógico, o PSB que, declaradamente, apoiará o candidato da chapa do PSDB.

Como ficaria o ministro Hélio Costa neste quadro? Segundo fontes do governo federal: vice na chapa de Dilma, fato noticiado por Novojornal há mais de 15 dias.

Porém, caso isso ocorra, será inevitável que Aécio indique Itamar para vice de Serra, equilibrando a disputa presidencial no estado. Minas terá em 2010 dois candidatos a vice-presidente.

Com a indicação de Itamar para vice de Serra, novamente o PSDB entrará em cena no quadro da sucessão estadual.

Atendido com a vaga de vice-presidente, o PMDB mineiro poderá compor-se com o PT, aceitando a indicação de um candidato a vice ou até mesmo compor uma chapa com o PSDB. A verdade é que do PMDB tudo pode ser esperado.

Fonte: Novo Jornal

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Agenda tucana de 2010 abre com foco em Minas



Partido fará primeiro encontro do ano no Estado, para prestigiar governador de Minas e fortalecer o palanque da oposição

A primeira reunião da Executiva Nacional do PSDB em 2010 será em Belo Horizonte, no final do mês. A decisão de prestigiar o governador mineiro, Aécio Neves, depois que ele renunciou à pré-candidatura presidencial, em dezembro, serve para mostrar que o ambiente interno é de "calma e normalidade" e impulsionar a candidatura do vice-governador Antônio Anastasia (PSDB) na corrida estadual, fortalecendo o palanque nacional da oposição no segundo maior colégio eleitoral do País.

Como o objetivo futuro é conquistar o apoio de Minas ao governador paulista, José Serra, que passou a ser o único pré-candidato tucano à sucessão de Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), adverte logo que a escolha do vice será "assunto proibido" na reunião.

Guerra sabe que o sonho de consumo do tucanato é a chapa puro-sangue, com Aécio como vice de Serra. Por isso, avisa que será uma "reunião normal", para a qual Serra nem será convidado a participar, e que o vice não será discutido agora.

"Antecipar o debate do vice quando nem pré-candidato oficial nós temos, não é bom para o nosso projeto político em Minas, nem para a campanha nacional do PSDB", defende o presidente do partido. Diante da enorme popularidade de Aécio e do desejo do eleitorado mineiro de vê-lo candidato a presidente, Guerra não tem dúvidas de que, "se fosse uma reunião para pressionar em favor da chapa puro-sangue, o último lugar para realizá-la seria Minas".

A recomendação de não tratar do assunto não é só dele. Dirigentes e líderes tucanos que se encontraram com Guerra na segunda-feira, no Rio, já se acertaram em torno disso. Foi nessa conversa que se decidiu a escolha de Belo Horizonte para sediar a reunião. Daqui para frente, as reuniões mensais da direção serão itinerantes. A escolha se dará na medida em que os palanques forem ajustados.

"Minas agirá com maior lealdade possível. Vamos ajudar na campanha nacional", afirma o secretário-geral do partido, deputado Rodrigo de Castro. "O PSDB mineiro está totalmente entrosado no PSDB nacional. Não tem isso de PSDB mineiro, paulista nem pernambucano", completa Guerra. "Estamos todos unidos na disposição de enfrentar essa avalanche de propaganda do governo". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Patrus Ananias oficializa pré-candidatura ao governo de Minas


O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias (PT/MG), formalizou na quarta-feira, dia 16, a sua pré-candidatura ao governo de Minas pelo Partido dos Trabalhadores (PT), em carta encaminhada à Executiva Estadual.


À Executiva do Partido dos Trabalhadores em Minas Gerais

Aos cuidados do deputado Reginaldo Lopes - Presidente do PT Estadual

Cc ao Diretório Nacional - Aos cuidados do deputado Ricardo Berzoini, presidente do PT Nacional, e do presidente eleito do PT Nacional José Eduardo Dutra.

Prezado companheiro Reginaldo Lopes,

Estamos vivendo no PT de Minas um momento político bastante rico, de importantes debates sobre o futuro do Partido e de seu papel de transformação social.

Na expectativa de contribuir nesse processo, apresento meu nome para concorrer às eleições prévias internas que definirão nossa candidatura ao governo de Minas Gerais nas eleições do ano que vem. Com o mesmo propósito, solicito que dê amplo conhecimento à base partidária desse meu gesto.

Sei que prazos, procedimentos e o formato dessa escolha ainda serão construídos coletivamente sob orientação da direção do Partido.

Entretanto, pela importância da organização e preparação da mobilização partidária, acredito que seja útil principiar a discussão com objetivo de contribuir no planejamento de formalização das etapas.

Considero importante que todos os militantes tenham consciência de que a escolha da candidatura do nosso Partido não se resume a um processo plebiscitário de escolha de nomes no próximo ano.

É, antes, um processo amplo, amparado e preparado por uma série de discussões sobre o próprio Partido, que deve manter o espírito democrático e participativo que sempre nos caracterizou.

Nessa perspectiva, a sabedoria partidária estabeleceu uma virtuosa sequência de eventos partidários: renovamos as instâncias dirigentes, nos planos nacional, estadual e local; em 2010, realizaremos as etapas de nosso IV Congresso quando teremos a oportunidade de debatermos as linhas maiores do Partido. Isso implica, dentre outras tarefas, fazer um balanço de nossa trajetória e definir as diretrizes eleitorais, incluindo discussão sobre alianças e linhas mestras de um programa para Minas.

Só depois, e com o quadro de aliados e adversários mais definido, partiremos para a escolha de nomes, orientados pelas discussões anteriores.

Assim, construiremos uma candidatura politicamente consistente, resultado de um debate de conteúdo político e ideológico, com uma proposta clara para construir um Estado democrático, popular e solidário. Será, sobretudo, uma candidatura legitimada por uma forte mobilização partidária que se inicia desde já.

Acredito que esse processo favorece a unidade e o fortalecimento do Partido com respeito à nossa diversidade, colocando-o em condições de disputar a eleição como espinha dorsal de uma aliança que poderá colocar Minas alinhada com os avanços e as conquistas obtidos no plano federal com o governo do presidente Lula.

E ainda permitirá que criemos as melhores condições no Estado para fazer com que a companheira Dilma Rousseff seja vitoriosa em Minas Gerais e conquiste a Presidência da República em 2010.

Para que a transparência e a agilidade do processo de prévias sejam garantidas, solicito que o Partido faça uso das urnas eletrônicas, que inclusive ajudam prevenir eventuais equívocos e dificuldades.

A adoção de meios modernos e eficientes coloca o PT em sintonia com os avanços no processo eleitoral implantados no País, que o tornaram referência internacional e são reconhecidamente essenciais para o exercício pleno da democracia. A apresentação, desde já, do meu nome para as prévias permite que o Partido faça consulta ao Tribunal Regional Eleitoral para que se viabilizem todas as condições para utilização das urnas eletrônicas.

Na expectativa de prosseguir com nosso diálogo em prol do partido, deixo meu abraço fraterno.
Patrus Ananias